Na condição de ministros, dez deputados participam do governo Temer

Deputado Leonardo Carneiro Monteiro Picciani é nomeado ministro do Esporte.

Deputado Leonardo Carneiro Monteiro Picciani é nomeado ministro do Esporte.

Na Câmara dos Deputados, a base do governo do presidente da República interino, Michel Temer, tende a ser maior do que a do governo Dilma Rousseff e tudo indica que ele deverá ter apoio para aprovar os projetos que encaminhar ao Legislativo. Serão dez deputados com assento na Esplanada, além de três senadores e quatro ex-deputados. Ao todo, dez partidos – PMDB, DEM, PTB, PSDB, PP, PSD, PR, PPS, PSB e PV – terão representação no Executivo, o que já indica que será um governo de coalizão, com forte presença na Câmara dos Deputados.

Segundo o líder do PSDB, deputado Antônio Imbassahy (BA), o partido vai dar apoio integral ao novo governo: “Papel de apoio integral ao presidente Michel Temer, até porque o Brasil quer isso, quer que a gente reconstrua o mais rapidamente a economia, interrompa esse ciclo do desemprego, e a nossa obrigação é apontar rumos e aprovar, no Congresso, as medidas que são importantes para recuperação do País”.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou que a legenda vai ajudar o novo governo: “Acima do governo está o País. O PPS vai apoiar todas as demandas necessárias para tirar o Brasil da grave crise econômica em que se encontra. Nós vamos lutar com todos aqueles que lutaram para que o impeachment acontecesse”.

Outros partidos também manifestaram apoio a Michel Temer na Câmara, como o Democratas e o Solidariedade.

Oposição

Já o PT, PCdoB e Psol já se declararam oposição ao novo governo. O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), afirmou que o partido vai enfrentar toda pauta considerada conservadora: “Além de golpe, é traição. Antes de tomar posse, [Temer] já anunciou uma pauta que, fundamentalmente, se resume em retirada de direitos dos trabalhadores e sociais. É um golpe na democracia e é um golpe nas conquistas do povo pobre do Brasil. Não reconhecemos esse governo; ele não tem legitimidade e vamos nos opor a essa pauta conservadora”.

Já o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) afirmou que terá uma atuação melhor na oposição do que no governo: “São eles que vão agora ter que justificar a economia, ter que justificar a segurança, porque eu sou oposição. Eu bem que estava gostando de ser governo, mas já que vou para a oposição, serei tão competente como eu sou competente como governo”.

A Rede Sustentabilidade ainda não se manifestou sobre qual papel assumirá na Câmara em relação ao governo do presidente interino Michel Temer. No fim desta tarde, o partido vai se posicionar.

Michel Temer assumiu a Presidência da República interinamente nesta quinta-feira (12), depois da aprovação, pelo Senado, da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff , o que a afastou do cargo por 180 dias.

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Redação
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