Município de Feira de Santana insiste em crime ambiental na Lagoa Subaé, denuncia vereador Alberto Nery

Alberto Nery: "a prefeitura emite um parecer favorável a retomada da obras, baseado em um estudo feito pela própria empresa interessada na execução, atestando que não se trata de uma área de Preservação Permanente. Ora, claro que a empresa não daria um parecer contrário a ela mesma. Além disso, a empresa não conhece nossa realidade, não conhece as nossas nascentes. É lamentável”.

Alberto Nery: “a prefeitura emite um parecer favorável a retomada da obras, baseado em um estudo feito pela própria empresa interessada na execução, atestando que não se trata de uma área de Preservação Permanente. Ora, claro que a empresa não daria um parecer contrário a ela mesma. Além disso, a empresa não conhece nossa realidade, não conhece as nossas nascentes. É lamentável”.

O vereador Alberto Nery utilizou a tribuna da Casa da Cidadania na manhã desta terça-feira (10/05/2016) para lamentar o posicionamento do Município em permitir a continuidade da obra de um mercado atacadista que está sendo construído nas margens da BR 324, em uma possível área de preservação ambiental permanente, onde está a nascente da Lagoa Subaé. Após denúncias feitas pelo vereador, que também é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, e uma visita oficial da Comissão ao local, a prefeitura suspendeu as obras para a realização de um estudo técnico da da área.

“Agora para a nossa surpresa, a prefeitura emite um parecer favorável a retomada da obras, baseado em um estudo feito pela própria empresa interessada na execução, atestando que não se trata de uma área de Preservação Permanente. Ora, claro que a empresa não daria um parecer contrário a ela mesma. Além disso, a empresa não conhece nossa realidade, não conhece as nossas nascentes. É lamentável”, comentou vereador Alberto Nery.

Ainda durante seu pronunciamento, Nery voltou a apresentar um estudo com diagnóstico completo da área feito pela Universidade Estadual de Feira de Santana, há 10 anos. “A prefeitura deveria determinar que seus técnicos fizessem esse estudo. Ou ainda, se basear no estudo que já existe, feito pela UEFS e coordenado pelo engenheiro Gerinaldo Costa. Eu lamento que os secretários da pasta, que já foram vereadores desta Casa, tenham esse posicionamento”, criticou o vereador.

Para o edil, o crime ambiental cometido no passado na avenida José Falcão agora se repete. “Quantas vezes, eu e alguns colegas fomos até a obra da avenida José Falcão e constatamos que a lagoa tentava sobreviver, mas não permitiam. Infelizmente, com a conivência do Município. O mesmo ocorre com a Lagoa Subaé que está chorando. Passei por lá ontem e vi que as máquina tentam aterra-la, mas a água ainda mina da terra. Estão cometendo mais um crime ambiental e não podemos permitir. Em nome do meio ambiente, quero pedir a suspensão da obra, para que não ocorra mais uma vez o mesmo erro”, solicitou o vereador.

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