Movimentos sociais, PSOL e REDE conseguem suspender a votação do PDDM de Simões Filho

Mobilização suspendeu a votação do PDDM de Simões Filho.

Mobilização suspendeu a votação do PDDM de Simões Filho.

Centenas de representantes de diversos movimentos sociais, comunidades quilombolas e terreiros de candomblé realizaram manifestação na Câmara dos Vereadores, do município de Simões Filho, em protesto a votação do Plano Diretor de Desenvolvimento do Município (PDDM), que seria aprovado na manhã desta terça-feira(24/05/2016). Após intensa mobilização dos setores da sociedade civil, lideranças comunitárias e partidos políticos como o PSOL e a REDE, a seção legislativa teve que suspender a votação do PDDM, agendada para o final do mês.

A militante e membro da Secretaria de Direitos Humanos do PSOL, Cleide Coutinho, participou da mobilização e destacou que o PDDM possui um aspecto positivo no que diz respeito à introdução de novas fábricas na cidade e, consequentemente, maior geração de emprego. Entretanto, Coutinho ressalta que o objetivo da Prefeitura é instalar as fábricas nas áreas rurais,  o que vai ocasionar em  remoção de várias comunidades quilombolas, terreiros de candomblé e inúmeros prejuízos ambientais. “ Esse projeto não leva em consideração o legado cultural, histórico e identitário dessas comunidades tradicionais. Querem transformar as zonas rurais em zonas urbanas!”, criticou a liderança do Partido Socialismo e Liberdade.

Além do PSOL, outro partido que marcou presença no ato político foi a Rede Sustentabilidade representada por Felipe Grimaldi, mais conhecido como “babuca”, integrante de Direção Nacional da Rede. Babuca afirmou que o processo do PDDM está carregado de “ilegalidades” e um dos principais valores defendidos pela legenda é a discussão democrática e participativa. Para ele, a gestão municipal excluiu a população de Simões Filho da discussão sobre os impactos do projeto  com o objetivo de atender aos interesses empresarias em detrimento da população  mais pobre do município.

“ Um projeto como o PDDM que vai atingir diretamente a vida das pessoas deve ser discutido amplamente com a sociedade! Vai  prejudicar muito as áreas de preservação da mata atlântica e as comunidades rurais”, pontuou babuca.

Segundo a advogada Daniela Sampaio, da Fundação Terra Mirim, os movimentos sociais reivindicam que a Prefeitura disponibilize os estudos técnicos em linguagem acessível para que a população de Simões Filho possa entender os impactos do PDDM à cidade. “ Não tivemos acesso aos laudos e estudos. A população precisa se empoderar sobre o projeto!”, salientou.

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Redação
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