Movimentos sociais fazem ato contra governo Temer em Salvador

Presidente interino Michel Temer e senador Ronaldo Caiado. Governo popular de Dilma Rousseff foi usurpado por reacionários.

Presidente interino Michel Temer e senador Ronaldo Caiado. Governo popular de Dilma Rousseff foi usurpado por reacionários.

No Campo Grande, centro de Salvador, integrantes de movimentos sociais fizeram na quinta-feira (19/05/2016) um ato contrário ao governo do presidente interino Michel Temer. Manifestantes do Coletivo Ocupa MinC, que ocuparam o escritório do Ministério da Cultura na capital baiana em protesto contra a fusão dos ministérios da Cultura e Educação, participaram do evento

“Estamos mobilizados e mantemos uma agenda cultural na sede do MinC para dizer que a questão não é somente a extinção do ministério, mas as ações deste governo”, declarou a atriz Amanda Rosa.

Como representante de movimentos sociais, o jornalista Eduardo Machado, do Fórum Nacional de Juventude Negra, também participou do ato. “A proposta é a gente ir para as ruas, ocupar os espaços das ruas, para denunciar esse golpe. É lamentável essa conjuntura atual na qual a gente vive. A gente, enquanto movimento negro, percebe que todos os avanços da pauta governamental estão caindo, como a perda de ministérios importantes, como a Secretaria de Direitos Humanos, e de igualdade racial. Isso é um retrocesso, já que as pautas colocadas pelo governo interino não representam os anseios populares”, disse.

Durante o ato, foram feitas apresentações e intervenções artísticas, além de colagem de cartazes e faixas. Uma peça teatral sobre medidas tomadas por Temer também foi apresentada.

O militante Walter Takemoto, da Frente Povo sem Medo Bahia, disse que manifestação tem como foco “Fora Temer, porque não reconhecemos as votações que ocorreram no processo de impeachment contra a presidenta Dilma”.

Estudantes e profissionais da área de saúde levaram faixas e cartazes contra possíveis cortes no Sistema Único de Saúde (SUS). No último dia 17, o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que vai buscar, junto à equipe econômica a aplicação do que foi previsto para o setor no Orçamento 2016. Houve, segundo ele, um corte de R$ 5,5 bilhões no setor, feito pelo governo da presidenta afastada Dilma Rousseff.

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