Maragogipe: Estaleiro Enseada quer diversificar produção além da indústria naval

Vista aérea do Enseada Indústria Naval, antigo Estaleiro Enseada do Paraguaçu.

Vista aérea do Enseada Indústria Naval, antigo Estaleiro Enseada do Paraguaçu.

Uma estrutura gigantesca, que ocupa uma área de 1,6 milhão de m2 em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, e onde foram investidos R$ 3 bilhões, está deserta enquanto o país decide o que faz com a sua indústria naval, principalmente aquela voltada para a exploração do petróleo no pré-sal. Para escapar da crise provocada pela inadimplência da Sete Brasil – a empresa criada pela Petrobras para gerir as encomendas navais destinadas ao pré-sal – o estaleiro Enseada Indústria Naval quer se transformar no Polo Industrial Enseada,  abarcando novos negócios industriais e de logística.

O estaleiro, com tecnologia de última geração da japonesa Kawasaki, está se preparando para oferecer soluções integradas para os mais diversos segmentos da indústria, como o eólico e o automotivo. “A empresa solicitou ao Governo do Estado, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), que ajudasse-a identificar empresas e novos negócios para o Enseada, diversificando a produção alem da indústria naval”, explica Paulo Guimarães, superintendente da SDE e representante do secretário Jorge Hereda na visita realizada hoje (5/05/2016) ao estaleiro.

Sem deixar sua vocação natural de produção de equipamentos navais – navios, sondas e armazéns flutuantes – o Polo Industrial Enseada está se preparando também para atender à produção industrial e à operação logística de equipamentos eólicos, automotivos e da petroquímica baiana. A planta industrial apresenta vantagens competitivas para operar como hub logístico, cais de atracamento, de padrão internacional, e área alfandegada para receber cargas e projetos especiais.

O Enseada tem capacidade de processar 72 mil toneladas/ano de aço, em regime de dois turnos de trabalho, com parte da mão-de-obra qualificada no Japão pela Kawasaki.  O empreendimento está com suas obras civis totalmente prontas, está licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e já possui autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar como Terminal de Uso Privado (TUP).

“Temos alguns diferenciais importantes, como a localização estratégica, na foz do Rio Paraguaçu, e a possibilidade de desenvolvimento de projetos industriais de alta complexidade. Temos uma estrutura com alta tecnologia, gestão focada em resultados, produtividade e uma forte política ambiental para estar entre os polos industriais mais eficientes e competitivos do mundo”, aponta o diretor de relações institucionais e sustentabilidade do Enseada, Humberto Rangel,

Novas Vocações

Inicialmente concebida para desenvolver os mais sofisticados projetos de engenharia naval, navios mercantes, de apoio e manutenção, a planta industrial do Enseada atende aos mais rigorosos critérios de qualidade, produtividade e tecnologia dos melhores estaleiros do mundo.

O Polo Industrial Enseada está apto a atuar no mercado offshore de sondas e FPSOs, construção de navios mercantes e gás-quimicos, reserva de mercado para embarcações com bandeira nacional, além de realizar serviços de retrofit e reparo de embarcações offshore e mercantes.

“E também tem potencial de estabelecer parcerias industriais para fabricação e montagem de estruturas e tubulações, principalmente para a indústria eólica e automotiva, além de outros segmentos. A oficina industrial conta com equipamentos e tecnologia com potencial aos mais diversos negócios. Por causa das dificuldades econômicas e políticas, não podemos abandonar um investimento dessa magnitude”, diz o secretário Hereda.

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