Iniciativa do Governo da Bahia, festival ‘Eu Sou a Concha’ é iniciado com show de Maria Bethânia

Com oração e poema, a cantora baiana Maria Bethânia abriu oficialmente o festival 'Eu Sou a Concha'.

Com oração e poema, a cantora baiana Maria Bethânia abriu oficialmente o festival ‘Eu Sou a Concha’.

Margareth Menezes e Maria Bethânia apresentaram show de abertura do Festival 'Eu Sou a Concha'.

Margareth Menezes e Maria Bethânia apresentaram show de abertura do Festival ‘Eu Sou a Concha’.

Cena da reabertura da Concha Acústica com o Festival 'Eu Sou a Concha'.

Cena da reabertura da Concha Acústica com o Festival ‘Eu Sou a Concha’.

Espetáculo Kindembu, Larissa Luz e Filhos de Ghandy.

Espetáculo Kindembu, Larissa Luz e Filhos de Ghandy.

Com oração e poema, a cantora baiana Maria Bethânia abriu oficialmente o festival Eu Sou a Concha, que celebra a reabertura da Concha Acústica, no Teatro Castro Alves, em Salvador, na noite dessa sexta-feira (13/05/2016).

O show de abertura teve início às 19h e trouxe um repertório que foi cantado, em diversos momentos, junto com o público. Bethânia subiu ao palco, cantando Força Estranha, composta pelo irmão Caetano Veloso. Em seguida foram mais de 25 canções. Negue, Fera Ferida, Um Índio e Oração da Mãe Menininha atraíram a animação da plateia.

Após a sexta música, Bethânia lembrou a data, como o dia de Nossa Senhora de Fátima, para o catolicismo. Com isso, rezou a oração Ave Maria, acompanhada pelos espectadores. Poucos minutos depois, a cantora também lembrou a data da abolição da escravatura no Brasil, em 1888.

Simbolizando a data, Bethânia declamou o poema Navio Negreiro, do poeta baiano Castro Alves. Com aproximadamente uma hora de show, a cantora Margareth Menezes subiu ao palco e cantaram, juntas, a canção Os Mais Doces Bárbaros, também composta por Caetano Veloso. Margareth Menezes ainda cantou, solo, mais três músicas de seu repertório.

“Todos os artistas que já participaram de shows da concha, tem uma memória da energia e da alegria do público de Salvador. A Concha Acústica é um espaço amado, já fiz várias apresentações aqui, gravei DVD também, assim como vários artistas do Brasil. É um presente que a gente ganha, é um momento muito especial para mim”, disse Margareth Menezes, pouco antes de subir ao palco.

Para finalizar o show, Maria Bethânia levou o samba-enredo Menina dos Olhos de Oyá, da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, que homenageou a cantora baiana e levou o título de campeã do carnaval deste ano.

Após o show,  que durou pouco mais de uma hora, o público assistiu ao espetáculo cênico-musical Kindembu, que reúne grupos afro, como o afoxé Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Ilê Aiyê, Malê de Balê, Muzenza e Olodum, com a participação das cantoras Márcia Castro e Ellen Oléria (uma das apresentadoras do Programa Estação Plural, da TV Brasil).

Espetáculo Kindembu

Dançarinos do Balé do Teatro Castro Alves, em performance na passarela técnica, uma das novidades da Nova Concha, antecederam o espetáculo cênico-musical Kindembu. De rappel, dançarinos desceram sobre a plateia, enquanto entidades de matrizes africanas tomavam o palco. Em seguida se apresentaram os Filhos de Gandhy, com Pedro Pondé, Muzenza, com a cantora Elen Oléria, além dos grupos Malê Debalê, Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Olodum. Com direção artística de Elísio Lopes Jr, Kindembu animou o público, que dançou e cantou junto com os grupos, honrando a memória e a influência da cultura africana na Bahia. Um show que abriu espaço para que a estética, a dança e a música dos blocos afros se encontrassem em uma única apresentação.

Apenas para convidados

Todo o espetáculo da noite foi destinado apenas a convidados ligados a instituições sociais, operários que trabalharam nas obras de requalificação da Concha Acústica e estudantes da rede pública estadual de ensino.

O diretor da Associação dos Deficientes Físicos da Bahia, José Rocha, conhecido na cidade como Rocha Cadeirante, destacou a importância do convite. “É uma honra saber que fomos lembrados neste momento, sem visar o lucro. Sou paraplégico e me sinto especial por participar deste show com Bethânia e Margareth. Como cadeirante, ainda não analisei toda a acessibilidade do local, mas até agora está tudo nos conformes. É importante que os espaços garantam nosso acesso, para que tenhamos independência”, disse.

O governador da Bahia, Rui Costa acompanhou o show, na arquibancada, ao lado da esposa e de outros secretários do estado. Antes das atividades culturais da noite, o governador reinaugurou a concha, descerrando a placa instalada no local.

“Festa linda, não poderia ser melhor, sobretudo na concha, esse patrimônio da Bahia, com Maria Bethânia, um patrimônio brasileiro. Teremos um show extra, na segunda, como reflexo da força da cultura da Bahia e da Concha Acústica, esse equipamento cultural de Salvador”, disse Rui Costa após o show.

Neste sábado (15) será a vez do cantor Carlinhos Brown, que convida Lazzo Matumbi e da banda Baiana System, que traz ao palco o cantor Ney Matogrosso. Os ingressos para todos os dias estão esgotados e custaram R$ 30 e R$ 60.

No domingo (15), o grupo Novos Baianos fará um reencontro para fechar o festival. Como os ingressos para a banda foram vendidos em menos de duas horas, um novo show foi aberto para a segunda-feira (16), mas também já se esgotaram.

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