Grupos protestam contra visita de José Serra à Argentina

Ministro José Serra foi recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri. Reunião entre conservadores foi contestada através de protestos promovidos pela população.

Ministro José Serra foi recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri. Reunião entre conservadores foi contestada através de protestos promovidos pela população.

Um grupo de manifestantes formado por brasileiros e por integrantes do grupo Campora, que defende a política kichnerista, ocupou a frente da sede do Ministério das Relações Exteriores argentino hoje (23/05/2016) para protestar contra a visita do chanceler brasileiro, José Serra, à Argentina.

A polícia federal argentina fez uma barreira em frente ao prédio e Serra acabou tendo que entrar pela porta dos fundos. Ele foi ao encontro da ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra.

Este foi o primeiro compromisso da agenda do chanceler brasileiro no país. Ele também estará com o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, e com o presidente Mauricio Macri.Munidos de apitos e bandeiras do Brasil, os manifestantes também carregavam cartazes com a foto de Serra, alterada na forma de uma caricatura, com dizeres “Procura-se José Serra. Chanceler impostor do Brasil. Golpista” – em uma referência ao fato de o ministro integrar os quadros do PSDB, partido que apoiou a abertura de processo de impeachment, que levou ao afastamento de Dilma Rousseff. Para os manifestantes, a saída de Dilma da presidência não foi legítima. Eles protestam ainda contra o governo Macri. Ontem (22) à noite, quando Serra chegou ao país, também houve protestos em frente à embaixada brasileira.

Serra, que tomou posse na semana passada, disse que uma das prioridades de sua gestão, em curto prazo, será a intensificação das relações com a Argentina, com a qual o Brasil passou a “compartilhar referências semelhantes para a reorganização da política e da economia”; renovar o Mercosul “para corrigir o que precisa ser corrigido”; e “construir pontes com a Aliança do Pacífico”, integrada pelo Chile, a Colômbia, Costa Rica, o México e o Peru.Um dos temas mais polêmicos mencionados por Serra é a flexibilização do Mercosul, para permitir aos membros negociar acordos bilaterais com terceiros países. A ideia inicial dos criadores do bloco regional era seguir o modelo da União Europeia (UE), que tem um mercado sem fronteiras entre 28 países, uma mesma moeda (o euro) adotada por 19 de seus membros e uma política externa e econômica comum.

*Com informação da agência Brasil.

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