Deputados estaquais questionam sobre déficit na operação da Arena Fonte Nova

Dique do Tororó, com a Arena Fonte Nova em segundo plano, em Salvador.

Dique do Tororó, com a Arena Fonte Nova em segundo plano, em Salvador.

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa Bahia quer saber do governo do estado quem vai pagar o prejuízo com a redução anunciada pela cervejaria Petrópolis, proprietária da marca Itaipava, do patrocínio para a Arena Fonte Nova, baixando de R$ 76,4 milhões para R$ 18,5 milhões. Há menos de três anos a Petrópolis havia garantido R$ 100 milhões para ter o direito sobre a propriedade de nomes do estádio (naming rights), por um período de 10 anos.

” Esse corte que a cervejaria Petrópolis anuncia mostra mais uma vez a ineficiência do governo na gestão de um equipamento que custou milhões aos cofres públicos e que só em 2015 teve um prejuízo operacional de mais de R$ 24 milhões”, criticou o líder da bancada, deputado Sandro Régis (DEM), considerando no mínimo estranho que numa renegociação o governo complique ainda mais a situação financeira do estádio, deixando cair para menos de um quarto o valor do contrato da concessão.

“Quem vai pagar essa conta?”, indaga Sandro Régis, alertando que os parlamentares oposicionistas estarão vigilantes no seu dever de acompanhar e fiscalizar essa questão e atentos para impedir que o ônus recaia sobre o trabalhador baiano. ” A população, que já enfrenta uma dura crise e sérias dificuldades em seu orçamento, não pode e nem deve pagar pela incompetência e má administração dos atos do governo”, reforçou.

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