Banco Mundial analisa avanços sociais e entraves à economia brasileira

O Banco Mundial apresentou novo estudo sobre os desafios que o Brasil terá de enfrentar para voltar a crescer sem perder conquistas sociais.

O Banco Mundial apresentou novo estudo sobre os desafios que o Brasil terá de enfrentar para voltar a crescer sem perder conquistas sociais.

Gráfico apresentação porcentuais na composição da distribuição dos gastos públicos por setor, no Brasil, em 2015.

Gráfico apresentação porcentuais na composição da distribuição dos gastos públicos por setor, no Brasil, em 2015.

Diretor da Instituição para o Brasil afirmou que país terá de fazer escolhas para favorecer os mais pobres; Martin Raiser disse que isso “exige instituições e processos orçamentários mais fortes”.

O Banco Mundial apresentou no dia 17 de maio de 2016, em Brasília, um novo estudo sobre os desafios que o Brasil terá de enfrentar para voltar a crescer sem perder conquistas sociais.

O Diagnóstico Sistemático de País, ou SCD, na sigla em inglês, avalia os fatores que impulsionaram o desenvolvimento nos últimos anos, especialmente dos brasileiros mais pobres. Também examina os principais entraves ao crescimento, como um primeiro passo para tentar resolvê-los.

Instituições Fortes

O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, fala das escolhas que o país precisará fazer para favorecer os mais pobres e ganhar competitividade.

“Uma escolha importante que o país terá de fazer tem a ver com eficiência nos gastos e no uso dos bens públicos. Isso requer instituições e processos orçamentários mais fortes”.

Uma das principais questões analisadas pelo relatório é a baixa produtividade da economia brasileira.

Entre 2003 e 2014, enquanto o salário mínimo cresceu em média 68%, a produtividade por trabalhador subiu 21%.

Por trás dessa diferença, estão um sistema tributário complexo e problemas na infraestrutura, entre outros, resultando em níveis baixos de investimento público e privado.

Momento Difícil

O estudo também aponta que, apesar do momento difícil na economia, o Brasil pode manter suas políticas de redução da pobreza e da desigualdade.

Segundo o documento, elas de fato alcançam os mais pobres e custam relativamente pouco: em 2014, os programas de proteção social corresponderam a menos de 5% dos gastos totais do governo.

Agora, para avançar nesse setor, será necessário melhorar a qualidade de serviços como saúde e educação.

Finalmente, o documento reconhece a importância do Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas e na redução do desmatamento. O país evoluiu, por exemplo, na agricultura com baixa emissão de carbono.

No entanto, para promover um desenvolvimento verde e inclusivo, ainda precisa avançar nas questões do gerenciamento de terras e de recursos hídricos. E também em temas urbanos, como o crescimento desordenado, o gerenciamento de riscos de desastres e a poluição.

Baixe

Brasil – Diagnóstico Sistemático de País: Retomando o Caminho para a Inclusão, o Crescimento e a Sustentabilidade 

Estratégia de parceria entre o Brasil e o Banco Mundial para o período de 2012 a 2015

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Redação
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