As trevas da cultura brasileira

Presidente interino Michel Temer posa para fotografia ao lado de cidadão. Artigo aborda as implicações da extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer

Presidente interino Michel Temer posa para fotografia ao lado de cidadão. Artigo aborda as implicações da extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer

“A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir. Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe” – Wagner Moura.

Como se não bastasse o golpe da direita coxinha contra o Estado de Direito, colocando em derrocada a democracia brasileira, o governo interino golpista de Michel Temer extingue o Minc – Ministério da Cultura – e já se ouve o eco de que direitos trabalhistas serão cerceados.

Esta prática esdrúxula já está espalhando o medo por outras partes do mundo, principalmente nos países da América Latina, podendo reverter conquistas históricas tanto no campo cultural como no social e pondo em risco a estabilidade da democracia latino-americana.

Não só a cultura e os direitos trabalhistas estão ameaçados, como também o equilíbrio do MERCOSUL, sua política econômica e seus acordos comerciais, mesmo em um momento em que os olhos do mundo estão voltados para o Brasil e toda América Latina.

Não se pode confiar em um governo submisso aos ditames de grandes potências, que querem apoderar-se de nossas jazidas petrolíferas da Petrobrás e de nossas principais riquezas.

A Cultura e a Arte neste país, sempre foram colocadas em segundo plano. E considerando o modo como esse grupo chegou ao poder, fechar o Minc não foi uma atitude tão inesperada – mais uma vingança deste grupo fascista. Para os políticos do quilate destes que estão no poder atualmente, quanto mais o povo for inculto, mais fácil de manipular; serão como bois sendo tangidos para o curral, tendo como desculpa “que agora a ordem é de cortar gastos”, editada por um Presidente que veio para livrar o Brasil da corrupção e nomeia sete citados na operação Lava Jato para Ministros.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br