Vice-presidente Michel Temer se reúne com aliados em São Paulo e articula novo governo

Em 15 de fevereiro de 2016, Michel Temer participa da Caravana da Unidade, com o tema ‘Quando o Brasil quer, o Brasil Muda’. Vice-presidente atuou com a finalidade de fragilizar governo Rousseff, constituindo-se em opção de sucessão.

Em 15 de fevereiro de 2016, Michel Temer participa da Caravana da Unidade, com o tema ‘Quando o Brasil quer, o Brasil Muda’. Vice-presidente atuou com a finalidade de fragilizar governo Rousseff, constituindo-se em opção de sucessão.

O vice-presidente Michel Temer está reunido na quarta-feira (20/04/2016) com membros do PMDB em um escritório do partido no bairro Alto de Pinheiros, zona oeste paulistana. Participam do encontro o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e os ex-ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco e Geddel Vieira Lima. O vice-presidente recebeu em sua casa o secretário de Estado da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes.

Ao chegar para a reunião, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, criticou a postura da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu acho que, sobretudo a presidente Dilma, tem que parar com essa história de querer se vitimizar, de denegrir a imagem do Brasil. O que a presidente Dilma tem que fazer é respeitar a Constituição e parar com essa conversa fiada de que houve golpe”, disse.

Na segunda-feira (18), ao comentar a votação na Câmara dos Deputados, que determinou abertura do processo de impeachment, a presidenta Dilma disse, sem nominá-lo, que Temer conspirou contra seu mandato.

“Acredito que é importante reconhecer que é extremamente inusitado e estranho, mas, sobretudo é estarrecedor que um vice-presidente em exercício de seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade não gosta de traidores”, disse em pronunciamento.

Governabilidade

Para Geddel Vieira, a presidenta não tem mais condições de governar. “Ela perdeu a maioria no Congresso. Quem consegue 100 votos em uma votação importante como essa, perdeu qualquer condição de governabilidade. O povo brasileiro precisa entender que houve, sim, crime de responsabilidade. Ela feriu a Constituição, feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal e Câmara dos Deputados já se manifestou”, acrescentou.

O ex-ministro negou que esteja em discussão um eventual ministério de um governo pós-Dilma. “Não tenho nenhuma notícia de que o vice-presidente Michel Temer tenha tratado desse tema específico. O que eu vejo é muita especulação. Na minha avaliação não tem articulação ministerial.”

O ex-ministro Elizeu Padilha também disse que se trata de um encontro de rotina. “Nós vamos ficar pacientes e silenciosamente esperando o que acontece no Senado”, disse, repetindo as palavras de Temer em declaração feita ontem (19). Padilha reconheceu, no entanto, que há uma disputa pelo poder em curso “A luta política é esperada”, disse.

*Com informação da Agência Brasil.

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