Vereador diz que ataques à presidente DilmaRousseff “expõem o ódio contra as mulheres no país”

Dilma Rousseff ao lado de membros do movimento negro. Violência praticada contra presidente é repudiada pelo vereador Luiz Carlos Suíca.

Dilma Rousseff ao lado de membros do movimento negro. Violência praticada contra presidente é repudiada pelo vereador Luiz Carlos Suíca.

Os ataques desta última semana contra a presidente Dilma Rousseff (PT) foram considerados como misóginos pelo vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT). Nesta segunda-feira (04/04/2016), o edil petista disse que a capa e a matéria da revista IstoÉ, além de afrontar a presidente, ainda expõem o preconceito contra as mulheres do país. “No desespero de fundamentar um golpe contra a democracia, partidarizando, inclusive, o judiciário, os setores conservadores se colocam sem máscaras e agridem pessoalmente a figura da chefe de nação por meio de uma matéria onde foge de todos os padrões jornalísticos. Não podemos aceitar essa atitude dessa revista. Partiram para o ataque pessoal para tentar desmoralizar Dilma e agravar a crise política”.

Para Suíca, outros setores da sociedade recuaram, “porque viram que estavam escandalosamente fazendo campanha para o impedimento” da presidente. “Agora querem a renúncia de Dilma. Viram que o golpe pode naufragar e iniciaram outra campanha, e ainda têm a cara de pau de dizerem que nunca foram a favor do impeachment”. Ainda conforme o petista, a situação se agrava a cada dia e uma regulamentação para o setor midiático se apresenta cada vez mais presente no cotidiano. “É preciso ter mais respeito às pessoas. Não se pode produzir um texto de ilações e ficar por isso mesmo. Ainda acreditamos no bom senso do judiciário e a Advocacia Geral da União, sem dúvida, tomará todas as medidas legais contra a IstoÉ”.

Em caso recente, divulgado por sites ligados a movimentos de esquerda, outro caso chamou a atenção do vereador de Salvador. Dilma também foi alvo de intimidação no Twitter pelo juiz federal Alexandre Infante. Ele teria sugerido, em sua conta na rede social, que a presidente assinou a lei que agrava as penas de assassinato de mulheres em “causa própria”. “Não tem cabimento, um magistrado federal fazer esse tipo de comentário. Segundo as informações, esse senhor é ainda diretor tesoureiro da Associação dos Juízes Federais [Ajufe]. Óbvio que depois de exposto ele apagou seu post, mas internautas já tinham copiado e espalhado pelas redes”, completa.

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