Vereador Cíntia Machado critica postura de deputados na votação do impeachment de Dilma Rousseff

Vereadora Cíntia Daltro Machado: “Sempre disse aqui que não sou a favor nem contra o impeachment, mas também não sou a favor do que vai ficar lá.".

Vereadora Cíntia Daltro Machado: “Sempre disse aqui que não sou a favor nem contra o impeachment, mas também não sou a favor do que vai ficar lá.”.

No uso da tribuna na sessão ordinária desta segunda-feira (18/04/2016), na Casa da Cidadania, a vereadora Cíntia Machado (PMB) afirmou que fez uma reflexão da votação do impeachment da presidente Dilma e percebeu que faltou respeito entre os deputados e deles para com a população brasileira. Ela também citou a falta de conhecimento e respeito à Constituição Federal.

“Sempre disse aqui que não sou a favor nem contra o impeachment, mas também não sou a favor do que vai ficar lá. Sou a favor de uma nova eleição e renovação daquela Casa. Ontem vi uma total falta de respeito entre os parlamentares. Como um deputado cospe no rosto de outro? Estão lá pessoas que nós colocamos para nos representar, aquilo foi o cúmulo da falta de educação. Se não há respeito entre si, não podem representar milhões de brasileiros. Ontem vi deputados votando sim e não sem argumentos embasados na lei. Foi vergonhosa aquela votação, muitos desconhecem o que diz a Constituição Federal. Sou evangélica, mas no momento em que estou assumindo um cargo político preciso respeitar a Constituição”, pontuou Cíntia.

A edil também parabenizou a atuação do juiz Sérgio Moro. “Porque foram milhões e milhões roubados do povo brasileiro. E, se houver uma nova eleição não voto em Dilma nem em Aécio nem em Marina. Votaria em qualquer um de vocês: em José, em Maria, em Joana. Não votaria em ninguém que está lá. Quando renovarmos, aí sim vamos está pensando em nosso futuro, no futuro de nossos filhos. Vi também muitos colocando o nome de Deus em vão, devem ter mais respeito acima de tudo. Sou brasileira e, como tal, achei um absurdo o que aconteceu ontem”, avaliou.

Em aparte, o vereador Wellington Andrade (PSDB) afirmou que a colega está em consonância com o partido a qual é filiada. “Ontem, o deputado do seu partido e meu xará falou sobre a rechaçada política e sobre Eduardo Cunha, Temer e Dilma. O PMB está de parabéns. Precisamos tornar o Brasil um país melhor, de moralidade”, disse.

Novamente com o uso da palavra, a edil disse que espera que tudo possa mudar no Brasil. “Um novo governo por aqueles que precisam, pelos milhões de desempregados. Fiquei chocada quando soube que a fábrica, a Arno, está falida. Quero que o Brasil volte a renascer e que as pessoas lá fora voltem a respeitar nosso país. Quero também lamentar pela maneira como os deputados baianos se comportaram na votação, li declarações de outros estados fazendo severas críticas ao nosso estado. Precisamos pensar mais no Brasil”, findou.

Alberto Nery critica votação de impeachment

Vereador Alberto Nery apresentou seu posicionamento em relação à votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrida no distrito federal. Para o petista, a votação foi conduzida de forma vergonhosa.

“Os deputados usaram os microfones para dizerem que estavam votando pela família, esposa, filhos, netos, e não pelo povo brasileiro, que lhes elegeram. Foi uma palhaçada. Não poderia deixar de registrar que o deputado, que determinou o voto para o impeachment, tem seu nome na lista dos beneficiados pela Odebrecht, ele não tem moral para acusar a presidente”, argumentou.

O edil leu ainda uma matéria publicada em um veículo de comunicação internacional que inocentava Dilma e acusava o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Ela não roubou nada. Está sendo acusada por uma quadrilha. O Brasil não merecia assistir ontem àquela palhaçada. O povo clama por novas eleições, e não por governantes corruptos”, finalizou Nery.

Welligton Andrade comenta situação política e econômica do país

A situação política e econômica do país foi tema do discurso do vereador Welligton Andrade (PSDB), durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Feira de Santana, desta segunda-feira (18/04/2016).

“A situação política no país é uma das mais sérias e preocupantes. Não estou aqui com um sorriso nos lábios do que aconteceu ontem. Estou preocupado com o que pode ocorrer no nosso país, não é essa mudança repentina que causará governabilidade e tranquilidade econômica. O que se causa governabilidade é quando existe o Congresso preocupado com as questões maiores, o país preocupado como os trabalhadores, com os direitos já adquiridos. Evidentemente que partidos tomam suas posições, político adoram seus lados, mas não trazem governabilidade. Espero que, para o bem do país, possamos ter governabilidade”, disse.

Em aparte, o vereador Roque Pereira (DEM) fez um comentário a respeito do pronunciamento do edil Beldes Ramos (PT) sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).  Para o petista, em casa de destituição da presidente da República pode haver terceirização dos serviços públicos.  “Quero aqui responder ao colega Beldes, que está tentando deturpar as coisas, quem anda terceirizando todos os serviços, principalmente a saúde? Não pode colocar na cabeça do povo que é golpe e agora que vão tirar a estabilidade do povo brasileiro”, disse.

Retomando o discurso, o vereador Welligton Andrade ressaltou que não interessa o partido que esteja à frente, mas é importante que seja mantido os direitos dos trabalhadores.

Roque Pereira comemora aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff

O vereador Roque Pereira (DEM) utilizou a tribuna da Casa da Cidadania, nesta segunda-feira (18/04/2016), para comentar o resultado da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrido no plenário da Câmara dos Deputados, no último domingo.

“Não poderia deixar de dizer da nossa alegria. Nós que muitas vezes usamos o microfone com medo e receio do processo de impeachment que segue contra a presidente Dilma. No dia de ontem quase 400 deputados votaram sim, onde o Governo sofreu uma derrota política. Imagine! De 503 deputados, o Governo não conseguiu 172 votos. Lamentável que o Governo chegou a esse ponto, o país chegou a essa situação, está sem comando, agora o processo vai para as mãos do Senado,” informou.

Na oportunidade, o edil criticou a atitude do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que cuspiu em direção a seu colega Jair Bolsonaro (PSC-RJ), depois de ter anunciado “não” ao impeachment da presidente da República. “Um fato lamentável mostrado a nível nacional, o baiano de Alagoinhas, Jean Wyllys, cuspiu no deputado Jair Bolsonaro”, disse o democrata, classificando o ato como desrespeito.

Em aparte, o vereador Pablo Roberto (PHS) comentou o assunto. “Quero parabenizar Vossa Excelência por trazer o ocorrido em nosso país, mas quero dizer que não tenho procuração para defender nenhum deputado, mas isso foi muito pouco diante do que ele [Bolsonaro] merece, por todas as atrocidades que ele tem feito, só aquele deputado Jean sabe das ofensas e humilhações. Ele não respeita o Estado democrático de direito, acho que houve motivos para isso acontecer”, pontuou.

Roque retomou a palavra e continuou criticando a atitude de Jean Wyllys. “Acho que houve falta de respeito em um ambiente de trabalho. Independentemente de desavenças ou discórdias, tem o caminho da Justiça, poderia resolver lá o problema. Minha indignação foi no local que se encontravam e o que ele fez”, ponderou.

Em aparte, o vereador David Neto (DEM) disse não concordar com a decisão tomada pela maioria dos deputados federais. “No meu entendimento o que seria bom não seria o impeachment, mas uma nova eleição. Quem acompanhou ontem viu a transparência de vários deputados em dizer que Cunha não tinha moral para estar ali. Temos que acreditar no homem e temos um grande representante do PMDB, doutor Colbert Martins, que é suplente e deve tomar posse e interceder para que continuem os programas sociais, os trabalhos que vinham sendo feitos. Não é defender o PT ou a corrupção, mas fazer o que seja bom para o país. Aqui precisamos de apoio e tenho certeza de que Colbert vai fazer um grande papel”, acredita.

Novamente com o uso da palavra, Roque concordou com a declaração do colega David Neto sobre Colbert Martins e disse não ter dúvidas de que o peemedebista tem uma relação de carinho por Feira de Santana. O edil lembrou que nenhum deputado feirense estava lá para falar pelo município.

O vereador disse ainda que gostaria que houvesse novas eleições, em caso de renúncia da presidente Dilma Rousseff. “Não gostaria que tivesse o impeachment, e sim que ela renunciasse e tivesse uma nova eleição. Vamos aguardar 2018, vamos ver o que destino reserva para nós brasileiros”, finalizou.

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