Senador Jorge Viana diz que parlamentares ‘comprometem biografias’ ao apoiar impeachment

Senador Jorge Viana: "Estou confiante em que ainda haja tempo, que o bom senso prevaleça, que não se atropele a Constituição, que não se rasgue a Constituição brasileira, que não se danifique, com uma grave cicatriz, a recente democracia brasileira".

Senador Jorge Viana: “Estou confiante em que ainda haja tempo, que o bom senso prevaleça, que não se atropele a Constituição, que não se rasgue a Constituição brasileira, que não se danifique, com uma grave cicatriz, a recente democracia brasileira”.

O senador Jorge Viana (PT-AC) disse nesta quinta-feira (14/04/2016) lamentar que parlamentares estejam “comprometendo suas biografias” apoiando a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Apesar disso, manifestou esperança de que o “bom senso” prevaleça, com a rejeição do impeachment na Câmara dos Deputados, em votação marcada para o domingo (17).

— Estou confiante em que ainda haja tempo, que o bom senso prevaleça, que não se atropele a Constituição, que não se rasgue a Constituição brasileira, que não se danifique, com uma grave cicatriz, a recente democracia brasileira — declarou o senador.

Jorge Viana afirmou não haver nenhum crime de responsabilidade tipificado cometido por Dilma, que definiu como uma pessoa honesta, “que não compactua com nenhum tipo de malfeito”. Ele chamou de ilegítima a coordenação do processo de impeachment e acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de “dar um golpe”.

O senador também leu, durante o discurso, textos de Jânio de Freitas e Luís Fernando Veríssimo sobre a situação do país. O artigo de Jânio critica o vice-presidente da República, Michel Temer, e destaca que, em suposto discurso preparado para um eventual afastamento de Dilma, vazado recentemente, ele não comenta o futuro da Operação Lava Jato e os esforços de combate à corrupção. Já a crônica de Veríssimo afirma que a História verá a crise política deste ano como o fim de uma ilusão de que um “governo com pretensões sociais” pudesse conviver com “os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora”.

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