Sem redução da pobreza, não será possível vencer o combate à mudança do clima, diz presidente Dilma Rousseff na ONU

Presidente Dilma Rousseff durante sessão de abertura da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, em Nova York.

Presidente Dilma Rousseff durante sessão de abertura da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, em Nova York.

A presidenta Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (22/04/2016), em discurso na cerimônia de assinatura do Acordo Paris, em Nova York, o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, no entanto, a presidenta enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável.

“Meu Governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis de nosso país. Essa preocupação deve ser compartilhada por todos nós. Sem a redução da pobreza e da desigualdade, não será possível vencer o combate à mudança do clima. E esse combate tampouco pode ser feito à custa dos que menos têm e menos podem.”

O Acordo de Paris entrará em vigor em 2020 e foi aprovado em dezembro do ano passado, durante plenária da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), na França. O texto  prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa e a criação de um fundo global de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para frear o aquecimento global.

Dilma também assumiu o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia e ampliar para 45% a participação de fontes renováveis na matriz energética do Brasil até 2030.

“Nosso desafio é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e outros 15 milhões de hectares de pastagens degradadas. Promoveremos também a integração de cinco milhões de hectares na relação lavoura-pecuária e florestas.”

Ao reiterar o compromisso do Brasil com os objetivos do Acordo de Paris, a presidenta assegurou  que está ciente de que firmá-lo representa apenas o começo.

“O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador: transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos. Realizar os compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades, rumo a uma vida e a uma economia menos dependentes de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente.”

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