Secretário Vitor Bonfim discute com superintendente do Banco do Brasil quebra de safra no Oeste

Secretário Vitor Bonfim discute com superintendente do Banco do Brasil quebra de safra no Oeste.

Secretário Vitor Bonfim discute com superintendente do Banco do Brasil quebra de safra no Oeste.

O secretário da Agricultura da Bahia, Vitor Bonfim, recebeu nesta quinta-feira (07/04/2016), o novo superintendente do Banco do Brasil (BB) na Bahia, Carlos Alberto Ramos Filho. O superintendente colocou sua equipe à disposição da Secretaria da Agricultura (Seagri), para identificar projetos da instituição que possam ser viabilizados com o apoio do banco. “A parceria com as instituições financeiras é de extrema importância para a execução das políticas públicas. É através dos financiamentos e aquisição de crédito que os produtores têm a possibilidade de investir em tecnologia e expandir o negócio rural, o que tem garantido o destaque do agronegócio da Bahia e do Brasil, mesmo em momento de crise financeira”, afirmou Bonfim.

O secretário solicitou o apoio do Banco do Brasil, na resolução dos problemas enfrentados pelos produtores do oeste baiano. As chuvas esperadas para os três últimos meses de 2015 só caíram na região em janeiro, em grande quantidade, e, apesar do atraso, as lavouras tinham alto potencial produtivo, prometendo ser uma das melhores safras da região. Porém, os meses seguintes foram de estiagem, com escassez de chuvas desde o final de janeiro. Em fevereiro a média pluviométrica foi de cerca de 50 mm, ocasionando uma mudança drástica na situação das lavouras, de forma generalizada, com morte precoce das lavouras em alguns casos.

Os prejuízos já são da ordem de R$ 1 bilhão, de redução no valor bruto de produção. A quebra de safra no oeste, segundo últimas estimativas da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), foi de 37% na soja, no milho de 30% e no algodão de 22%. A produtividade média da soja, que era de 56 sacas por hectare caiu para 35. No caso do milho a queda foi de 185 sacas por ha para 115, e o algodão migrou de 270 arroubas por ha para 210. “O ideal é prolongar o tempo para pagamento e/ou renegociação das dívidas do produtor, para que o mesmo não fique inadimplente e impossibilitado de contrair novos custeios para a safra 2016/2017, explicou o secretário, que convidou o superintendente para ir até o oeste da Bahia, dialogar diretamente com os produtores, já que a maioria destes financiamentos foram realizados através da instituição.

O fortalecimento da parceria entre Seagri e BB no fomento às tecnologias do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC) e projetos de irrigação da Bahia, também foram alguns dos assuntos tratados. “Este encontro é justamente para abrir o canal de diálogo com a secretaria, e, consequentemente, com o setor produtivo. Nós, enquanto instituição financeira oficial e a secretaria como governo do Estado, vamos trabalhar em parceria”, afirmou Carlos Alberto Ramos, enfatizando que neste ano o banco disponibilizará recursos para o custeio antecipado da safra 2016/2017, normalmente utilizado na região oeste do Estado, especificamente para algumas lavouras.

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