Presidente nacional do PT diz que debandada da base aliada foi frustrada

Rui Falcão diz que debandada da base aliada foi frustrada.

Rui Falcão diz que debandada da base aliada foi frustrada.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse na segunda-feira (04/04/2016) que a debandada da base aliada, após o rompimento do PMDB com o governo, acabou frustrada. Segundo ele, o movimento não ocorreu por duas razões: parte do PMDB não acompanhou o presidente do partido, Michel Temer, e o governo abriu diálogo com as demais legendas a fim de recompor sua base parlamentar.

“A esperada debandada de partidos da base aliada, que secundaria o rompimento do PMDB com o governo, acabou duplamente frustrada. Primeiro, porque nem todo o partido acompanhou o presidente-ausente [Temer] da reunião, que o senador Requião chamou de farsa e o senador Renan Calheiros encarou como tiro no pé”, disse Falcão em texto divulgado em sua página oficial nas redes sociais.

“Em segundo lugar, porque o governo abriu diálogo com os demais partidos, a fim de recompor sua base parlamentar – movimento ainda em curso e que reforça a necessidade de ampliarmos o contato com deputados e senadores para convencê-los a votar contra o golpe”, acrescentou.

Segundo Falcão, alguns oposicionistas – prevendo o fracasso do impeachment – estão mudando de estratégia, e propõem agora a renúncia de Dilma e Temer. “Como ratos que deixam o navio antes de afundar, alguns setores contrários à presidenta iniciaram uma mudança de rumo, por pressentirem que o impeachment pode fazer água. Trata-se da proposta conjunta de renúncia de Dilma e Temer, manobra que a presidenta repeliu mais uma vez.”

Rui Falcão ressaltou ainda que o “placar do impeachment” está mudando, com vantagem para o governo em razão das manifestações populares. De acordo com o petista, os atos ampliaram o esclarecimento à opinião pública sobre questões legais do pedido de impedimento de Dilma.

“Com o crescimento das manifestações populares em defesa da democracia, o placar do impeachment começa a mudar a favor da presidenta Dilma. Influi, também, o esclarecimento de que falta base legal para destituir a presidenta, que não cometeu crime, nem comum e nem de responsabilidade”.

“O que o complô parlamentar-jurídico-midiático pretende é mesmo dar o golpe, em desrespeito ao voto popular e para chegar ao poder a qualquer custo”, escreveu Falcão.

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