Presidente da Fiesp diz que resultado na Câmara Federal terá efeito positivo na economia

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Presidente da FIESP, Paulo Skaf e o vice-presidente Michel Temer.

Presidente da FIESP, Paulo Skaf e o vice-presidente Michel Temer.

O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf, disse que o resultado de ontem (17/04/2016) na votação da Câmara terá efeitos positivos para a economia a partir de hoje (18). “Aliás, só pela expectativa de um bom resultado a bolsa de valores subiu significativamente e o dólar caiu”, afirmou.

Segundo ele, o mercado já reagiu positivamente desde a semana passada com a perspectiva do resultado desse domingo, com a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Ele negou que haja um golpe em curso no país. “O governo do PT é que está dando, deu ou tentou dar um golpe na nação brasileira e não o processo de impeachment”, acrescentou Skaf. Ele disse acreditar que o processo “está sendo respeitado passo a passo como determina a Constituição”.

“Golpe é o que o PT está dando na nação com desemprego de milhões, com a economia acabada, com fechamento de lojas, de fábricas. Golpe é essa bagunça que aconteceu no Brasil por total desgoverno. Esse sim tem sido um golpe na nação”, disse.

Skaf informou que espera que os senadores aprovem o processo de impedimento. “E assim a presidente terá de se afastar do cargo até o julgamento final no Senado federal”, concluiu.

Para Firjan, impeachment reflete solidez das instituições e fortalece democracia

Na avaliação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a admissibilidade do processo de impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, formalizado ontem (17) pela Câmara dos Deputados, “reflete a solidez de nossas instituições e fortalece a nossa democracia”.

Em nota, a entidade entende que a decisão de ontem vai permitir que o Brasil volte a olhar para o futuro com esperança, “saindo de um período marcado pela falta de diálogo, pela divisão do país e pelo fracasso da política econômica”.

A fedração cita “milhões de empregos ceifados” nos últimos anos e milhares de empresas que fecharam ou pediram recuperação judicial.

A Firjan afirma que a decisão de ontem é “o primeiro passo” para tirar país da crise e lembra que o processo segue agora para o Senado.

A nota também cita o vice-pesidente Michel Temer: “a capacidade de diálogo do vice-presidente Michel Temer oferece a certeza da formação de um governo de união e dos ajustes necessários para a retomada do crescimento, mantendo as conquistas sociais”.

A entidade alerta, porém, para o fato de que “a reconstrução do país não se fará sem sacrifícios, e dependerá da união de todos os brasileiros”.

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