Panama Papers: síntese sobre série de reportagens decorrente do vazamento de 11,5 milhões de documentos da Mossack Fonseca

Panamá Papers é resultado do trabalho dos repórteres do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Panamá Papers é resultado do trabalho dos repórteres do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Segunda o escritório de advocacia Mossack Fonseca, são oferecidos serviços de pesquisa, consultoria e serviços para as seguintes jurisdições: Belize, Holanda, Costa Rica, Reino Unido, Malta, Hong Kong, Chipre, Ilhas Virgens Britânicas, Bahamas, Panamá, British Anguilla, Ilhas Seychelles, Samoa, Nevada e Wyoming ( EUA).

Segunda o escritório de advocacia Mossack Fonseca, são oferecidos serviços de pesquisa, consultoria e serviços para as seguintes jurisdições: Belize, Holanda, Costa Rica, Reino Unido, Malta, Hong Kong, Chipre, Ilhas Virgens Britânicas, Bahamas, Panamá, British Anguilla, Ilhas Seychelles, Samoa, Nevada e Wyoming ( EUA).

Jornal alemão Süddeutsche Zeitung foi o primeiro a publicar sobre o 'Panama Papers'.

Jornal alemão Süddeutsche Zeitung foi o primeiro a publicar sobre o ‘Panama Papers’.

A série de reportagens ‘Panama Papers’ é resultado do trabalho dos repórteres do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). O trabalho teve início há cerca de um ano, quando 11,5 milhões de documentos internos da Mossack Fonseca – cerca de 2,6 terabytes de informação – foram enviados por uma fonte anônima para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

Os dados enviados pela fonte, e revelados pelo ‘Panamá Papers’, cobrem o período de 1977 até dezembro de 2015. Foram identificadas 214.488 pessoas jurídicas, entre empresas, trustes e fundações, com origem em cerca de 200 países.

Jornal alemão

Com a finalidade de apurar a veracidade, extensão e implicação das informações vazadas da Mossack Fonseca, o Süddeutsche Zeitung compartilhou com o ICIJ e como a emissora britânica BBC e as alemãs WDR e NDR os dados vazados da Mossack Fonseca.

Coube a ICIJ coordenação da apuração dos dados. Participaram da análise das informações oriundas da Mossack Fonseca 376 jornalistas, baseados em 78 países, vinculados a 109 empresas de comunicação.

Em 3 de abril de 2016, o jornal Süddeutsche Zeitung publicou a primeira reportagem sobre o tema. Na sequência, repórteres do ICIJ publicaram informações sobre as implicações da Mossack Fonseca com personalidade e empresas dos respectivos países.

A Mossack Fonseca

Jurgen Mossack e Ramón Fonseca fundaram a empresa Mossack Fonseca na cidade do Panamá em 1977. A Mossack Fonseca é especializada na consultaria de empresas e pessoas físicas cuja finalidade é depositar em paraísos fiscais, a partir do uso de empresas tipo offshore, recursos financeiros.

Com sede no Panamá, a Mossack Fonseca opera em paraísos fiscais, a exemplo de Malta, Holanda, Suíça, Luxemburgo, Chipre, Bahamas e Ilhas Virgens. Além dos escritórios nos paraísos fiscais, a empresa possui representação em cerca de 200 países.

Brasil

No Brasil, participaram da série ‘Panama Papers’ os repórteres Fernando Rodrigues, André Shalders, Mateus Netzel e Douglas Pereira (do UOL), Diego Vega e Mauro Tagliaferri (da RedeTV!) e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti, Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim (de O Estado de S. Paulo).

Levantamento do ICIJ identificou cerca de 1,7 mil beneficiários de offshores administradas pela Mossack Fonseca com endereços no Brasil. Segundo jornalista Fernando Rodrigues, PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB têm políticos e parentes com offshores administrados pela Mossack Fonseca.

No mundo

Segundo levantamento do ICIJ, chefes de Estado de cinco países – Argentina, Islândia, Arábia Saudita, Ucrânia e Emirados Árabes Unidos – são identificados nos documentos, assim como funcionários do governo, parentes e colaboradores mais próximos de vários chefes de governo de mais de 40 outros países, incluindo China, Brasil, França, Índia, Malásia, México, Paquistão, Rússia, África do Sul, Coreia do Sul, Reino Unido e na Síria.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.