Panamá Papers: Parlamento Europeu quer criar comissão de inquérito

O Parlamento Europeu decidiu criar uma comissão de investigação para o caso das denúncias de evasão de impostos por meio de paraísos fiscais, conhecido como Panamá Papers.

O Parlamento Europeu decidiu criar uma comissão de investigação para o caso das denúncias de evasão de impostos por meio de paraísos fiscais, conhecido como Panamá Papers.

O Parlamento Europeu decidiu na quinta-feira (14/04/2016), em Estrasburgo, na França, criar uma comissão de investigação para o caso das denúncias de evasão de impostos por meio de paraísos fiscais, conhecido como Panamá Papers.

A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da conferência de presidentes, que reúne os líderes das bancadas políticas e o presidente do Parlamento Europeu, segundo nota à imprensa.No dia 4 de maio será votado, em conferência de presidentes, o mandato da comissão especial, que terá de ser aprovada depois pelo plenário do Parlamento, que se reúne de 9 a 12 de maio em Estrasburgo.

O Panamá Papers é a maior investigação jornalística da história, envolvendo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (Icij, na sigla em inglês), com sede em Washington, e inclui os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de um vazamento de informação e reuniu 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamenha Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e patrimônio, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.

A investigação do caso Panamá Papers revela que milhares de empresas foram criadas em offshores e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu patrimônio. Entre os citados estão o rei da Arábia Saudita, pessoas próximas do presidente russo, Vladimir Putin, o presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

*Com informação da Agência Brasil.

Outras publicações

Panama Papers: 11,5 milhões de documentos da empresa Mossack Fonseca revelam 40 anos de atividade de lavagem de dinheiro de clientes com uso de offshores Jurgen Mossack e Ramón Fonseca criaram a empresa Mossack Fonseca na cidade do Panamá em 1977. A Empresa, com sede no Panamá, opera em o Malta, Holand...
Operação Caça Fantasma: instituição financeira panamenha é alvo de nova fase da Lava Jato 32ª fase da Lava Jato, a Operação Caça-Fantasmas investiga uma instituição financeira panamenha que atuava no Brasil ilegalmente, sem autorização do ...
Seis perguntas sobre os “Panama Papers” O que são os Panama Papers? São um acervo de 11,5 milhões de documentos e 2,6 terabytes de informações do escritório de advocacia panamenho Mossack F...

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br