Operação Alba Branca: alunos de escolas técnicas estaduais protestam contra desvios de merenda em São Paulo

Alunos de escolas técnicas estaduais protestam em São Paulo.

Alunos de escolas técnicas estaduais protestam em São Paulo.

Alunos de escolas técnicas estaduais fazem uma manifestação na praça Coronel Fernando Prestes, na Luz, centro da capital paulista. Eles reivindicam punição aos desvios na merenda escolar.

Alunos de escolas técnicas estaduais fazem uma manifestação na praça Coronel Fernando Prestes, na Luz, centro da capital paulista. Eles reivindicam punição aos desvios na merenda escolar.

Alunos de escolas técnicas estaduais fazem uma manifestação na praça Coronel Fernando Prestes, na Luz, centro da capital paulista. Eles reivindicam punição aos desvios na merenda escolar. A concentração do protesto começou às 7h, de quarta-feira (20/04/2016) e, por volta das 10h30, o grupo seguiu em passeata pela região central.

A Polícia Militar apresentou estimativa do número de manifestantes no protesto, mas os estudantes calculam que pelo menos mil pessoas participam do ato, incluindo escolas de São Paulo, Tiquatira, Itaquera, Paulistano, Guaracy Silveira, Parque da Juventude e Professor Camargo Aranha.

Segundo Guilherme da Silva, de 15 anos, que estuda na Escola Estadual Amélia Kerr Nogueira, um grupo pulou catracas na estação Sumaré do metrô, região oeste, para chegar à manifestação no centro. Os 15 adolescentes, da Escola Fernão Dias Paes, disseram que sofreram agressões dos seguranças do metrô e que um deles foi detido e, depois, liberado.

“Eu fui tentar trocar ideia com o cara [segurança do metrô] e ele me deu um soco no nariz e numa menina. A gente seguiu o trajeto. Na estação Paraíso, quando fomos entrar no metrô, um estudante do Fernão Dias foi puxado pelo colarinho pelo segurança. Fizemos resistência para não levar aquele estudante”, disse Guilherme.

Falta de alimentação

Chablau, estudante da escola técnica São Paulo, integrante do grêmio, diz que os alunos não recebem merenda e nem almoço, mesmo ficando em período integral na instituição. Grande parte das escolas nunca teve merenda ou almoço. “Aqui na ETCs de São Paulo, quem faz ensino integrado passa o dia inteiro na escola, e tem que esquentar marmita no microondas. Só que são três microondas para todos, incluindo a Fatec. Então, são seis mil estudantes para três micro-ondas. A gente acaba não comendo. Os enfermeiros daqui dizem que muita gente passa mal porque não come”, disse a aluna.

A assessoria do Centro Paula Souza informou, em nota, que não houve corte de merenda nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). As unidades recebem merenda diretamente da Secretaria da Educação, responsável pelo fornecimento em todo o Estado, ou de prefeituras conveniadas com a Secretaria, segundo o comunicado.

“O Centro Paula Souza está tomando providências para adaptar as unidades que ainda não oferecem merenda. Isso acontece porque apenas em 2009, com a Lei Federal nº 11.947, os alunos das Etecs passaram a ter esse direito e as escolas precisaram adequar sua infraestrutura à nova realidade”, comunicou a assessoria.

A Agência Brasil entrou em contato com a secretaria estadual da Educação, que informou que enviará nota comentando as reivindicações.

Fraudes

Uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público investiga, na Operação Alba Branca, deflagrada no dia 19 de janeiro, um esquema de fraude na compra de merenda escolar de prefeituras e do governo paulista. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, as fraudes nas contratações da merenda, feitas entre 2013 e 2015, chegam a R$ 7 milhões, sendo R$ 700 mil destinados ao pagamento de propina e comissões ilícitas.

Segundo o Gaeco, os crimes envolvem 20 municípios: Americana, Araras, Assis, Bauru, Caieiras, Campinas, Colômbia, Cotia, Mairinque, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Novaes, Paraíso, Paulínia, Pitangueiras, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, Santa Rosa de Viterbo, Santos e Valinhos.

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br