O Xhou da Xuxa parlamentar

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, poder presidido por Eduardo Cunha. Deputado foi qualificado de forma reiterada como corrupto.

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, poder presidido por Eduardo Cunha. Deputado foi qualificado de forma reiterada como corrupto.

Senhor presidente, em nome de minha filha Isabel, meu filho José, minha esposa Elisabethe, meus netos Carlos, João e Filomena, pelas orientações que meus amigos do clube da esquina me deram, em nome de minha mãezinha, dona Maria que está em Sorocaba, pelos ensinamentos que meu pai, homem honesto e de caráter ilibado, me passou, em homenagem a turma do Botafogo do Rio, pela Igreja Quadrangular eu voto SIM, mesmo o senhor, Presidente, sendo um canalha, um facínora, indiciado pelo STF e que não deveria estar presidindo esta seção histórica. Tchau querida!

O que se viu neste domingo, 17 de abril de 2016, foi estarrecedor. 90% dos “pseudo deputados” que participaram da votação em que tentaram levar a Presidente Dilma Rousseff para a guilhotina, são imaturos, chegam até a serem infantis, sem nenhuma consciência de Ciência Política; analfabetos políticos, mas com muito “gogó” na hora de falar. Alguns interpretando um personagem surrealista com seus achaques, parecendo que iria dar um “tremelique” ou um infarto. Infelizmente isso não aconteceu. Parecia mais um show de auditório, tipo os antigos Xhou da Xuxa!

O nome de Deus foi evocado por diversas vezes em vão. Cunha, o chefe da quadrilha parlamentar, pediu – e ele tinha motivos pra isso – que Deus tivesse misericórdia do Brasil. Claro. Devemos perder a Petrobrás, uma das maiores empresas do mundo em produção de barris por dia, o Pré-sal, Eletrobrás, Infraero, conquistas históricas dos trabalhadores, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Ciência sem Fronteiras, etc.

Para aumentar mais ainda o descalabro na falta de caráter do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha – que transformou o Brasil em uma república bananeira (diga-se de passagem, que o Brasil era conhecido como República de Bananas, agora será conhecido como dos bananas) – passou a ser alvo de mais uma denúncia de última hora. Conforme denunciou o empreiteiro Ricardo Pernambuco, da Carioca Engenharia, foi cobrado por Eduardo Cunha uma propina no valor de R$ 53 milhões parcelados em 36 vezes pela construção do Porto Maravilha no Rio de Janeiro. Foi entregue pelo delator aos investigadores uma planilha confirmando 22 depósitos já efetuados. Segundo o The New York Times, a Presidente Dilma corre risco, no Senado, de ser afastada por crimes que não cometeu. É O GOLPE, mas não vem ao caso.

Durante os próximos dois anos, o Governo – que não se tem certeza absoluta que será o Temer – deve subsidiar alguns segmentos tipo gasolina, energia entre outros para parecer que as coisas estão indo bem. Mas até quando vai aguentar manter esta sistemática, mesmo sendo com o dinheiro dos nossos impostos?

Em 2018, com certeza absoluta, a nova oposição aos coxinhas e ao governo do PIG – Partido da Imprensa Golpista – estará mais fortalecida seja seu candidato Lula, Wagner ou outro qualquer, porque o povo não é bobo e vai sentir na pele os prejuízos causados por esses facínoras e pelas Organizações Globo de Corrupção.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br