O parlamento circense

Artigo compara atitude de parlamentares a palhaços em um picadeiro circense.

Deputados de oposição e situação se manifestam no plenário. Artigo compara atitude de parlamentares a palhaços em um picadeiro circense.

Deputado Marco Antônio Feliciano (PSC-SP), apresenta atitude e discurso reprovável.

Deputado Marco Antônio Feliciano (PSC-SP), apresenta atitude e discurso reprovável.

“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos.” – Marco Feliciano.

Após ouvir uma declaração desta pessoa dotada de poucos predicados intelectuais, que em seu pronunciamento grotesco agride a própria mãe; após ouvir as homenagens de outro não menos dotado de poucos predicados intelectuais, Jair Bolsonaro, que vai, infelizmente, entrar para a história com a frase: “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Roussef”, o eleitor brasileiro deve ficar estarrecido com a qualidade dos que foram eleitos para representá-los no Parlamento.

Então fica a dúvida: quem são os piores? Os políticos que armaram no fatídico dia 17 de abril de 2016 um circo de horrores, ou os eleitores, na sua grande maioria analfabetos funcionais e totalmente desconhecedores da história política deste País? Sendo que, o nome de Deus por diversas vezes foi pronunciado em vão.

A mediocridade dos nossos parlamentares é tamanha que, a partir de determinado momento, parecia estarmos assistindo a um programa humorístico. É inadmissível um parlamento com tanta falta de compostura e de compromisso com a sociedade, que eles “pensam” representar. Alguns com certeza absoluta, não sabiam nem o que estavam votando nem qual a essência de impeachment; o que é democracia e muito menos comunismo.

O show circense teve dois fatos que levaram a sessão ao ápice da irresponsabilidade e do surrealismo: a guerra de cusparadas de Jean Willis contra Bolsonaro e os elogios “deslumbrantes” da deputada Raquel Muniz (PSB-MG) que dedicou seu voto ao seu marido, Ruy Muniz (PSB-MG) prefeito de Montes Claro, Minas Gerais, que em sua opinião é um exemplo de lisura, bom caráter e modelo para um Brasil melhor. Conclusão: no dia seguinte acordaram com a Policia Federal em sua porta e levaram o Marido/prefeito preso por corrupção. E lá se foi o futuro do País parar atrás das grades!

Os “gênios” do circo parlamentar brasileiro banalizaram não só o processo do impeachment, como toda política brasileira que nunca foi um segmento sério e também, expôs o Brasil para o exterior, como não mais um País de bananeiras, mas um País de “Bananas”.

Diante de todos estes imbróglios pode-se afirmar que o mundo das mulheres nunca mais será o das dondocas nem o das escravas e sim de mulheres fortes e decididas, queira ou não os Felicianos e os Bolsonaros da vida.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br