Ministro licenciado afirma que impeachment é forjado; Piauí vota dividido

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Ministro da Saúde licenciado para voltar à Câmara dos Deputados e votar no processo de impeachment, Marcelo Castro (PMDB-PI) ajudou a equilibrar o placar do estado. O Piauí ficou dividido com 5 votos a favor e 5 contrários à continuidade do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

A presidente Dilma não descumpriu nenhuma lei do país. É uma pessoa digna, honesta. Não há crime nenhum”, disse o ministro licenciado da Saúde, Marcelo CastroMarcelo Camargo/Agência Brasil

“Isto não é uma votação direta. É um processo de impeachment. E para isto pressupõe que haja crime de responsabilidade. A presidente Dilma não descumpriu nenhuma lei do país. É uma pessoa digna, honesta. Não há crime nenhum. Todo este processo é artificial. É crime forjado. É falso”, esbravejou no plenário.

No estado, Dilma poderia contar com um voto a mais, que seria o da deputada Iracema Portella (PP), que, por imposição partidária, anunciou, contrariada, o voto favorável ao processo. “Com sentimento de tristeza, voto sim”, declarou.

Com um placar que, no total, já somam 269 votos favoráveis e 94 contrários, 4 abstenções e 2 ausências, o governo segue menos otimista. Entre outras bancadas menores, como a do Espírito Santo, o número de votos sim chegou a 8 contra 2. No Rio Grande do Norte, que tem 8 deputados, os votos favoráveis foram majoritários, com resultado de 7 e apenas 1 contrário.

A votação está ocorrendo individualmente. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul.

Ainda faltam seis estados, incluindo Minas Gerais, que é a segunda maior bancada com 53 parlamentares. A aprovação do processo depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidenta será conduzido pelo Senado.

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