Michel Temer continua a ouvir sugestões para formação de governo caso haja impeachment

Vice-presidente da República, Michel Temer recebe sugestões para a formação de um eventual governo.

Vice-presidente da República, Michel Temer recebe sugestões para a formação de um eventual governo.

O vice-presidente da República, Michel Temer, passou mais um dia em reuniões com aliados, conversas com integrantes do PMDB e de outros partidos ou recebendo sugestões para a formação de um eventual governo, caso a presidenta Dilma Rousseff seja afastada pelo Senado em maio e ele assuma a Presidência, como consequência do processo de impeachment instaurado contra ela.

Durante a tarde, Temer permaneceu por cinco horas em audiências no gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto, e, ao final, demonstrou novamente preferir o silêncio no momento atual. “Terei de ser repetitivo. Vou esperar o Senado Federal”, disse aos jornalistas, fazendo referência a duas ocasiões na semana passada, quando disse que aguardará “silenciosa e respeitosamente” a análise dos senadores sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma.

Pela manhã, porém, ele repetiu a estratégia da última sexta-feira (22/04/2016), e deu entrevista à imprensa estrangeira para rebater a tese da presidenta de que o processo de impeachment é um golpe. Antes mesmo de embarcar para Nova York, Dilma passou a conceder entrevistas em que acusa Temer de participar de tramar e conspirar contra ela.

“O processo de impeachment é legal e constitucional. A visão no exterior atualmente é de que o Brasil é uma pequena república, que é capaz de um golpe. Por isso, eu digo que não há golpe, nem tentativa de violar a Constituição. Sessenta e dois por-cento da população brasileira são favoráveis ao impeachment. Então, que conspiração eu estou liderando? Eu tenho poder para convencer 367 deputados e mais da metade da população brasileira? Acho que é mais um equívoco”, afirmou ao canal norte-americano CNN.

Além de deputados do PMDB, partido do qual é presidente nacional licenciado, o vice-presidente se reuniu com outros aliados, como o governador de Tocantins, Marcelo Miranda, e o ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso. O peemedebista mineiro, que disse já ter se aposentado e possuir apenas “expectativa” de que “amigos” assumam, afirmou que Temer precisa estar preparado para o primeiro dia após um eventual afastamento da presidenta pelo Senado.

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