Integrante do crime organizado do tráfico internacional de drogas é condenado pela Justiça Federal após denúncia do MPF Bahia

Ahmed Abdallah Ayoub foi condenado a uma pena de mais de 14 anos por aliciar pessoas para o transporte de drogas à Europa e custear suas viagens. A Justiça Federal da Bahia acatou, no dia 31 de março d 2016, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), e condenou o tanzaniano Ahmed Abdallah Ayoub por envolvimento em tráfico de entorpecentes. Ayoub aliciava pessoas para o transporte de drogas à Europa e custeava suas viagens.

De acordo com a denúncia do MPF, o réu integrava organização criminosa transnacional especializada no tráfico de cocaína, a qual havia sido descoberta a partir de levantamentos realizados pela Operação Muralha, deflagrada em São Paulo pela Polícia Federal (PF), que buscava desarticular uma grande estrutura formada para o comércio internacional de entorpecentes entre países da América do Sul e da Europa.

A participação do réu no esquema acontecia na cidade de São Paulo, e consistia no recrutamento de pessoas, conhecidas como “mulas”, para o transporte de drogas e no financiamento de suas viagens ao continente europeu. Segundo as investigações, o réu costumava pagar de R$ 10 mil a R$ 15 mil reais aos aliciados a cada viagem realizada.

As investigações permitiram chegar ao nome de Ayoub, também conhecido como “Baba”, “Luke” ou “Mike”, após a prisão em flagrante de Silvana dos Santos Oliveira no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. Ela tentava embarcar com 2kg de cápsulas de cocaína em seu organismo para Amsterdã, na Holanda, e apontou o réu como seu aliciador.

Silvana afirmou que conhecia o tanzaniano há cerca de um ano e que ele já lhe havia financiado uma viagem à Lisboa, em Portugal, para conhecer outro componente da organização. Para essa última viagem, Ayoub levou-a a Taboão da Serra/SP, onde ofereceu-lhe 4.500 euros pelo serviço e ajudou-a a ingerir as mais de 100 cápsulas de cocaína.

O tanzaniano já havia sido condenado em 2002 por tráfico internacional de entorpecentes. No curso das investigações, foi determinada a prisão preventiva do réu, requerida pelo MPF, para a qual foi necessária a extradição de Ayoub da Argentina, onde encontrava-se foragido. A prisão preventiva foi mantida na sentença, por entender-se que ele apresenta um perigo à sociedade.

Ayoub foi condenado nos artigos 35 e 36 da Lei nº 11.343/2006, por associação ao tráfico de drogas e por seu custeio, e deve cumprir pena de 14 anos, um mês e 15 dias de reclusão. Da sentença cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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