Funcionários terceirizados de escolas da rede estadual de Feira de Santana e Santanópolis sofrem com atraso de salário e benefícios, denuncia Aplb

A diretoria da APLB Sindicato – Feira foi procurada nesta segunda (04/04/2016), por um grupo de funcionárias terceirizadas de escolas da rede estadual de ensino de Feira de Santana e de Santanópolis. Ao todo, cerca de 200 Funcionários terceirizados de Feira de Santana e cidades circunvizinhas, integrantes do Núcleo Regional de Educação (NRE 19) estão há dois meses sem receber salários e há quase um ano sem direito aos vales alimentação e transporte. Eles são colaboradores da Sandes Empreendimentos.

O grupo preferiu não se identificar e, em conversa com a Diretora da APLB Sindicato – Feira, Professora Marlede Oliveira, foram informados de que a APLB não os representa, mas denuncia e repudia a terceirização e as “condições” de trabalho fornecidas aos mesmos.

“O Sindicato só representa os efetivos das redes estadual e municipal. Mas, sempre fomos solidários aos Trabalhadores terceirizados – ano passado mesmo, em diversas manifestações promovidas por eles devido ao atraso nos salários, nós apoiamos. Essa situação é um absurdo! Nós no ano passado tivemos uma reunião com o Governador Rui Costa e temos dito isso ao Governo, que é preciso acabar com a terceirização que nada mais é do que a precarização do trabalho humano. A empresa ganha dinheiro e o trabalhador que vende sua mão de obra fica nessa penúria… tem contracheques aqui de cerca de R$ 400. É como a Prefeitura de Feira de Santana, que paga ao estagiário um valor de R$ 480 para ser professor”, pontuou Marlede Oliveira.

Durante conversa com as Trabalhadoras, a Professora destacou ainda a necessidade do povo brasileiro se atentar par a tentativa de Golpe em curso no país que tem como objetivo a anulação dos direitos trabalhistas.

“No Brasil, estamos caminhando para a escravidão do trabalho. Na última terça-feira, enquanto se falava em Golpe e não Golpe, Eduardo Cunha aprovou a terceirização que é isso aí que está acontecendo com vocês [Trabalhadores]. Imagine todas as escolas terceirizadas com professores e funcionários? É isso que eles [Direita] querem; acabar com o serviço público dando o Golpe no Brasil para fechar sindicatos, para não ter quem represente os Trabalhadores, para não irmos às ruas para a Luta exigindo dos governantes e empresas nossos direitos”, completou a sindicalista.

Ainda, para a Diretora da APLB em Feira de Santana, o Governo do Estado precisa tomar uma posição diferente com as empresas terceirizadas. “Nós repudiamos a terceirização; queremos é concurso público. Escola pública é para servidor público – dos professores aos funcionários. Funcionários de escola precisam ser valorizados, precisam ter carreira para crescer na mesma”, finalizou Marlede Oliveira.

De acordo com os servidores terceirizados, eles possuem um Sindicato que os representa. Porém, este não se pronuncia os representando, de fato, como deveria ocorrer. Como a APLB tem um histórico de Luta, o grupo foi até a Delegacia Sindical para solicitar auxílio e denunciar o descaso no site, redes sociais do Sindicato e na imprensa feirense.

Outras cidades

Além dos municípios destacados, Funcionários terceirizados de Santo Estêvão, Irará, Amélia Rodrigues e Conceição do Coité, por exemplo, seguem com atraso nos pagamentos de salários e benefícios.

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