FMI: China, Brasil e Rússia prejudicaram o crescimento dos países emergentes

Christine Lagarde chamou a atenção para a adoção de uma agenda de política global, destinada a propiciar o retorno do crescimento.

Christine Lagarde chamou a atenção para a adoção de uma agenda de política global, destinada a propiciar o retorno do crescimento.

O crescimento menor da China e a recessão profunda no Brasil e na Rússia foram apontados na sexta-feira (14/04/2016), pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), como causas do baixo crescimento global das economias emergentes, sobretudo de outubro do ano passado até o momento. A situação atual contrasta com a liderança exercida pelas nações emergentes, em termos de expansão econômica mundial, no período posterior a 2008.

Em entrevista durante a abertura dos encontros de primavera do FMI e do Banco Mundial Primavera, a diretora do Fundo, Christine Lagarde, chamou a atenção para a adoção de uma agenda de política global, destinada a propiciar o retorno do crescimento. A agenda prevê uma combinação de políticas estruturais, fiscais e monetárias. Segundo Christine Lagarde, a economia global está se expandindo moderadamente mas a perspectiva se enfraqueceu ainda mais desde outubro do ano passado e, para piorar, “os riscos têm aumentado”.

De acordo com a diretora do FMI, não é apenas o crescimento lento, durante tanto tempo, que tem prejudicado os países. Para a diretora, o que prejudica os países é o conjunto de fatos decorrentes do baixo crescimento, que produz o aumento de riscos para as economias. A solução do problema requer “ações decisivas” dos governos para elevar os padrões de vida, reduzir o desemprego e recuperar os níveis de dívidas internas e externas adequadas para cada país.

A boa notícia, conforme disse Christine Lagarde, é o registro de alguma melhoria nos preços do petróleo. Outro fato positivo mencionado pela diretora do Fundo é a redução de pressões especulativas do mercado financeiro sobre a China. Se esses fatos forem consistentes, segundo disse, a economia global pode voltar a uma rota mais forte e segura. “Tudo depende de uma combinação de políticas dos países”, afirmou.

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Redação
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