Feira de Santana: familiares e autistas caminham para chamar a atenção da sociedade para a doença

Em Feira de Santana, familiares e autistas caminham para chamar a atenção da sociedade para a doença. Ato aconteceu na manhã deste sábado, na avenida Getúlio Vargas.

Em Feira de Santana, familiares e autistas caminham para chamar a atenção da sociedade para a doença. Ato aconteceu na manhã deste sábado, na avenida Getúlio Vargas.

Chegar ao diagnóstico de autismo não é fácil. Leva anos, em muitos casos. A descoberta da doença, em estágio leve, fez com que Lucicleia Santos entendesse o comportamento do seu filho, Thales, 7 anos. Ela não entendia por que ele não demonstrava afetividade, não encarava as pessoas, não ficava quieto e tinha problemas de relacionamento na escola. “Vivia no mundo dele”.

Verbênia Pereira também não entendia o comportamento estranho do pequeno Arthur Nicolas, que foi diagnosticado com a doença aos três anos – também na forma leve. “Ele não respondia aos chamados da gente e não gostava que o seu rosto fosse tocado”. A descoberta mudou a maneira como os pais passaram a se relacionar com o filho. “São crianças que precisam  de muito carinho e atenção”.

No Dia Mundial de Consciência Sobre o Autismo, portadores desta doença, que não tem cura, familiares e pessoas que atuam e desenvolvem atividades no setor caminharam na manhã deste sábado na avenida Getúlio Vargas. Participaram da 1ª Caminhada da Família Azul. Querem tornar a doença visível aos olhos da comunidade. Chamar a atenção dela.

Estima-se que 70 milhões da população mundial é autista. Em Feira de Santana seriam quase três mil portadores desta doença, tendo com base as projeções mundiais. Mas o número é apenas uma projeção. A demora para se chegar ao diagnóstico pode potencializar o problema. “Os pais devem se manter atento a alguns comportamentos dos filhos, que podem ser ligados ao autismo”, disse Maele Cardoso, da coordenação do Família Azul. A doença é mais comum entre os meninos.

O transtorno de desenvolvimento tem como características principais:  inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo. “As pessoas precisam conhecer e saber mais sobre esta doença”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Social, Ildes Ferreira, que participou da caminhada.

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Redação
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