Feira de Santana: desenvolvimento da ‘Economia Criativa’ é apresentada como alternativa necessária para superação da crise, apontam especialistas em seminário

Fundação João Mangabeira promove, em Feira de Santana, seminário sobre economia criativa.

Fundação João Mangabeira promove, em Feira de Santana, seminário sobre economia criativa.

Senadora Lídice da Mata e debatedores e palestrantes do seminário ‘Feira Cidade Criativa’.

Senadora Lídice da Mata e debatedores e palestrantes do seminário ‘Feira Cidade Criativa’.

Debatedores e palestrantes do seminário ‘Feira Cidade Criativa’

Debatedores e palestrantes do seminário ‘Feira Cidade Criativa’

A Economia Criativa pode ser o caminho mais curto para o Brasil sair da crise. A avaliação foi unânime entre os especialistas que participaram neste sábado do seminário FeiraCriativa.com, em Feira de Santana, a 108km de Salvador.

O evento organizado pelo Instituto Pensar e Fundação João Mangabeira reuniu cerca de 400 pessoas, entre acadêmicos, pesquisadores, especialistas em start ups e estudantes, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade.

O debate sobre o desenvolvimento econômico de Feira de Santana, segundo principal município da Bahia, dotado de grande parque industrial e logístico, também foi objeto de discussão.

e apontar ideias para ampliar as oportunidades de negócios, através da economia do conhecimento, no Seminário Feira Cidade Criativa.Com, realizado neste sábado (16), no Teatro da Câmara de Dirigentes Logistas.

Para Renato Casagrande, ex-governador do Espírito Santo e presidente da Fundação João Mangabeira, pensar a economia criativa é fundamental neste momento em que o Brasil  atravessa “uma profunda crise  econômica, ética e política” e que é preciso “estabelecer as condições necessárias para um desenvolvimento sustentável do país”. Casa Grande também enfatizou que o Brasil precisa ser um grande produtor de commodities e aliar esse potencial à economia do conhecimento.

O presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, lembra que os empregos gerados na economia criativa são mais baratos, o que pode ser uma solução rápida para o momento no país, que vive uma crise financeira.

Painéis

O debate teve como uma das principais expoentes a doutora em urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora da ONU, Ana Carla Fonseca, que apresentou um estudo intitulado Cidades Criativas feito por ela, juntamente com especialistas de 12 países, em que percebeu-se que a primeira marca de uma cidade criativa é a inovação. Ela exemplificou a produção de telhas solares em uma cidade italiana como uma proposta ligada a arquitetura e reiterou que “é preciso engajar o cidadão na proposta de transformação da cidade porque a criativa não é as cidades e, sim, as pessoas”.

O vice-reitor da UFBA e mestre em cultura contemporânea,  Paulo Miguez, fez um histórico da economia criativa e suas relações com a economia da cultura no século XX.

O seminário Feira Cidade Criativa.Com também debateu os novos modelos de urbanização social e econômica,  trazendo experiências mundiais inovadoras, e teve a apresentação do Case “A história do melhor aplicativo social do mundo -ONU 2013”, pelo especialista Ronaldo Tenório.

A senadora Lídice da Mata ressaltou o tema e disse que a Economia Criativa está presente no planejamento estratégico do PSB, que pretende inclui-lo nos programas de governo dos candidatos que disputarão as eleições municipais em 2016 pelo partido em todo o Brasil.

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