Especial: Líderes lusófonos celebram assinatura do Acordo de Paris

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (22), em discurso na cerimônia de assinatura do Acordo Paris, em Nova York, o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, no entanto, a presidente enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável.

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (22/04/2016), em discurso na cerimônia de assinatura do Acordo Paris, em Nova York, o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, no entanto, a presidente enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável.

Nações Unidas acolheram mais de 170 nações para assinar o pacto climático; secretário-geral disse que o dia é de gerações presentes e todas as que estão por vir; evento coincide com o Dia Internacional da Mãe Terra.

A cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, realizada esta sexta-feira na sede da ONU, em Nova Iorque, contou com a presença de todos os países de língua portuguesa.

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, foi única chefe de Estado de um país lusófono a tomar parte no evento que teve a presença de pelo menos 170 nações. Ela disse que o acordo climático era apenas o princípio.

Projeto Comum

“O conceito de desenvolvimento sustentável precisa ser referência e permanece o nosso projeto comum: incluir, crescer, conservar e proteger.”

Falando à Rádio ONU, a ministra do Ambiente de Angola, Fátima Fonseca, disse que o evento é um marco de solidariedade global para proteger o planeta e para reforçar a sustentabilidade. Ela revelou as responsabilidades nacionais.

Fontes de Energia

“A nossa prioridade é a componente hídrica, mas temos também a energia solar. O aproveitamento de todas as fontes de energia. Valorizando o nosso capital natural para as florestas, o sol, o vento e o melhor desempenho do desenvolvimento humano.”

Antes da cerimónia, o ministro do Ambiente de Portugal, João Pedro Matos Fernandes, disse que as políticas do país estão viradas para impulsionar a eficiência energética.

Produção de Gases

“Nossos esforços mais concretos vão para continuar, naturalmente, a acompanhar a produção de gases de efeito de estufa da indústria da produção de energia.”

Para o ministro do Comércio, Indústria e Ambiente de Timor-Leste, Constâncio Pinto, o desenvolvimento sustentável está ligado à ação coletiva dos países. Ele destacou  como exemplo a cooperação com Portugal e com outros países para aproveitar os recursos locais.País Tropical

“Estamos neste momento a fazer pesquisas sobre as potencialidades particularmente sobre energias solar, eólica e hidráulica. Como um país tropical e com vento e sol abundantes vamos explorar estas potencialidade para a nossa energia.”

O Acordo de Paris é para o secretário de Estado para o Ambiente da Guiné-Bissau um tratado que foi de difícil alcance. Seco Cassamá aponta desafios e constrangimentos para aproveitar o potencial nacional, que inclui gerir 90 ilhas.

Compromisso Aceitável

“Chegamos a um compromisso aceitável em Paris. Nós negociamos sempre enquanto continente e pensamos que o acordo, em certa medida, nos  satisfaz. O que é bom para África é bom para Guiné-Bissau também.”

A assinatura do acordo climático coincide com a posse do novo governo eleito de Cabo Verde. O embaixador cabo-verdiano junto à ONU, Fernando Wahnon Ferreira, disse que o compromisso com a sustentabilidade continua uma prioridade.

“Desenvolver conhecimentos em relação às áreas técnicas de acesso ao financiamento, a conhecimentos científicos, para saber como expectável que haja um comportamento da natureza e saber como o deveremos enfrentar.”

São Tomé e Príncipe

O pacto climático prevê US$ 100 mil milhões anuais para projetos de adaptação até 2020.

Moçambique disse que o seu plano para limitar o aumento médio da temperatura da terra a menos de 2ºC até 2100 depende de cooperação. O embaixador António Gumende disse que há um papel individual para o sucesso do tratado.

“A prioridade dos moçambicanos é ter consciência de que os esforços universais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas também passam pelo esforço de cada moçambicano.”

Agenda Nacional

O diretor geral do Ambiente de São Tomé e Príncipe, Arlindo Carvalho, também falou à Rádio ONU sobre o Acordo de Paris. Para ele, o entendimento contribui para agenda nacional e para o desenvolvimento sustentável.

“O Fundo Verde, estipulado pelo acordo de Paris, pode vir a ajudar bastante ao desenvolvimento sustentável fundamentalmente virando para a energia renovável.”

Na assinatura do evento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon destacou o que chamou de aliança com jovens, no que considerou um dia das gerações presentes e todas as vindouras.

*Com informação da Rádio ONU.

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