Desinformado e desatualizado, ministro Gilmar Mendes diz que “não conhecia impeachment de vice-presidente”

Juristas avaliam que minsitro Gilmar Mendes demonstra atuação partidária e elevado grau de desinformação jurídica.

Juristas avaliam que ministro filmar Mendes demonstra atuação partidária e elevado grau de desinformação jurídica.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (05/04/2016) que nunca ouviu falar da possibilidade de impeachment de um vice-presidente da República. Em conversa com jornalistas antes da sessão da Segunda Turma do STF, Mendes disse também que a Câmara dos Deputados poderá recorrer à Corte para questionar a decisão do ministro Marco Aurélio, que determinou a abertura de processo de impedimento do vice-presidente, Michel Temer.

“Eu também não conhecia impeachment de vice-presidente. É tudo novo para mim. Mas o ministro Marco Aurélio está sempre nos ensinando”, ironizou.

Marco Aurélio aceitou liminar, em mandado de segurança, impetrado pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais, que entrou com o mesmo pedido na Câmara dos Deputados, mas foi rejeitado pelo presidente, Eduardo Cunha. A decisão do ministro foi divulgada antecipadamente por engano na sexta-feira (1º) e confirmada hoje.

Defesa da Câmara

Em manifestação enviada ontem (4) ao Supremo, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados diz que não aceita intervenção do Judiciário nas atividades da Casa. A Mesa justificou a decisão de Cunha, que negou seguimento ao pedido de abertura de processo de impeachment contra Temer. Para a Câmara, além de tratar-se de um pedido genérico, o vice-presidente não pode responder por crime de responsabilidade, porque assume eventualmente a Presidência da República. Assim como a presidenta Dilma Rousseff, Temer é acusado de assinar decretos sem previsão orçamentária. Ambos afirmam que não houve irregularidade nos decretos.

Desinformado

O ministro Gilmar Mendes é considerado pela mídia especializada como um aliado de Michel Temer. Ele tem uma atuação partidária e bem distante do papel que deve desempenhar magistrado da Suprema Corte, avalia jurista.

Exemplo do desqualificado preparo do ministro é o fato de desconhecer que quem detém mandato eletivo está sujeito a perdê-lo, desde de que infra a Lei, comenta jurista.

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