Deputados pró e contra Dilma Rousseff pedem tranquilidade a manifestantes

Cidadãos portam cartazes denunciado tentativa de golpe de estado.

Cidadãos portam cartazes denunciado tentativa de golpe de estado.

Um dos principais nomes da articulação pró-impeachment, o líder do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), mandou hoje (17/04/2016) um recado para os manifestantes que estão nas ruas de todo o Brasil. O deputado garantiu que a oposição já tem 377 votos e disse que a admissibilidade do processo de impeachment será confirmada na votação de mais tarde.

“Temos que pedir tranquilidade àqueles que estão nas ruas”, disse o deputado. “Principalmente aqueles que querem o impeachment não aceitem provocações. Fiquem tranquilos, porque aqui já está garantido. É tchau, querida”, completou Paulinho.

Os deputados, tanto de oposição, quanto de governo, no entanto, dizem não acreditar na possibilidade de enfrentamento entre partidários e contrários ao governo.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), os manifestantes contrários ao governo não aceitarão eventuais provocações da parte contrária. “Aqueles que estão nos representando nas ruas estão defendendo a democracia e não devem aceitar qualquer provocação. Os golpistas e agressivos são os outros”, afirmou.

No mesmo sentido, o oposicionista Carlos Sampaio (PSDB-SP) também disse não acreditar que qualquer um dos lados deixe a frustração do resultado acabar em violência. “É óbvio que todo mundo fica com um pouco de aflição, mas eu acredito que as movimentações nas ruas serão de paz. Independente de qual seja o resultado”, disse.

O isolamento do Congresso Nacional feito pela segurança pública do Distrito Federal não permite aos deputados enxergarem com clareza, de dentro da Câmara, as manifestações externas. No gramado da Esplanada dos Ministérios a movimentação de manifestantes ainda é pequenas e nos dois lados as pessoas começam a chegar.

Nos acessos à Câmara a segurança está bastante reforçada. As únicas entradas permitidas são pelos Anexos III e IV. A partir de então, várias barreiras de segurança são montadas em quase todas as passagens para o prédio principal do Congresso, com os policiais legislativos conferindo rigorosamente se os credenciados possuem o holograma que permite o acesso. Pelo menos cinco detectores de metal também foram montados no caminho até o salão verde e todos, exceto parlamentares, são obrigados a passar por eles.

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Redação
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