Deputado Marcelino Galo critica bancada BBB e alerta trabalhadores para o perigo do impeachment

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Em vídeo publicado na página no Facebook, nesta terça-feira (19/04/2016), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Marcelino Galo (PT), alertou que os direitos dos trabalhadores assegurados na CLT, a classe média, os mais pobres, a legislação ambiental e os movimentos sociais serão os principais afetados caso o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff também seja aprovado pelo Senado Federal. Para o parlamentar, com a parceria PMDB / PSDB haverá um aprofundamento do neoliberalismo, com o FMI dando às cartas, que resultará na flexibilização da legislação trabalhista, a destruição da legislação ambiental e o fim gradativo dos programas sociais, como Bolsa Família, Prouni, Pronatec, Minha Casa Minha Vida e o programa de Cotas nas Universidades, que contribuíram para a diminuição das desigualdades sociais no Brasil na última década. Galo lembrou ainda que a argumentação de deputados na sessão do plenário da Câmara, que votou no domingo (17) a admissibilidade do processo na Casa, comprovou aos brasileiros que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crime.

“Ali ninguém comprovou, ninguém julgou de fato o chamado crime de responsabilidade alegado para o impeachment da nossa presidenta. O que nós vimos nesse domingo, na verdade, foi uma das manifestações mais grotesca explicitada ali, nos interesses mais obscuros”, frisou o parlamentar ao se referir as bancadas da Bala, do Boi e da Bíblia e a menção feita ao torturador Coronel Ustra, responsável, entre outros crimes, por colocar ratos em genitálias de mulheres torturadas no regime militar, como a presidenta Dilma, que lutavam por democracia no Brasil.

O programa Ponte para o Futuro, apresentado por Michel Temer para eventual governo do PMDB, que estabelece idade mínima de aposentadoria e flexibiliza as leis trabalhistas, também foi criticado por Galo. “O que está por vir ali, se esse golpe ocorrer, é o desmonte da legislação trabalhista, é a criminalização dos movimentos sociais. Então, isso não podemos permitir. Precisamos ficar em alerta e mobilizados”, enfatizou Marcelino, criticando também o fascismo no Brasil.  “Precisamos também ficar muito atentos ao perigo que é esse germe do fascismo em nossa sociedade, onde a intolerância politica e religiosa se manifesta da forma mais odiosa e violenta. Queremos uma sociedade mais justa, igualitária, que abarque toda a diversidade, as diferenças e que seja generosa com seu povo. Esse é o Brasil que queremos, o Brasil da democracia”, pontuou o parlamentar.

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br