Deputado Carlos Geilson clama pela nomeação dos policiais civis e aberturas das Deam aos finais de semana em Feira de Santana

Deputado Carlos Geilson: “as Deam não podem ficar fechadas aos finais de semana. Vejamos os dados assustadores. O governo precisa implementar uma política dura de enfrentamento à violência.”.

Deputado Carlos Geilson: “as Deam não podem ficar fechadas aos finais de semana. Vejamos os dados assustadores. O governo precisa implementar uma política dura de enfrentamento à violência.”.

A necessidade da abertura das Deam (Delegacias Especiais de Atenção à Mulher) aos finais de semana e a nomeação dos policiais civis foram alvo de pronunciamento do deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) na tarde desta quarta-feira (27/04/2016). O parlamentar se embasou nos dados alarmantes do Mapa da Violência Sexual 2015, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com os dados, no ano passado, Feira de Santana registrou 154 casos de estupro, o equivalente a uma taxa de 24,94 por grupo de 100 mil habitantes, maior até mesmo que a de Salvador, com 18,1 para 100 mil habitantes. Ainda conforme divulgado pelo Mapa, Maetinga, que fica na região de Vitória da Conquista, e tem cerca de 5 mil habitantes, ficou com a maior taxa do estado, que foi de 154,62 para cada 100 mil habitantes. As delegacias territoriais e especializadas, as Deam, registraram 517 casos de estupros no ano passado em todo estado baiano.

“As Deam não podem ficar fechadas aos finais de semana. Vejamos os dados assustadores. O governo precisa implementar uma política dura de enfrentamento à violência. Daí que percebemos claramente à necessidade de contratação de novos policiais, inclusive os que já foram aprovados para a Polícia Civil”, frisou Carlos Geilson. Segundo o deputado, os policiais não podem prever onde terão possíveis estupros, mas a contratação de mais policiais favorece a agilidade dos serviços de investigações.

“O governador já reconheceu a carência de policiais no estado e assumiu o compromisso em público de nomear mais profissionais. Mas até agora nada foi cumprido. O que estamos clamando é que ele dê posse aos 800 policiais civis, que já estão devidamente formados e habilitados. Alguns desses profissionais chegaram até a abandonar seus respectivos empregos para passarem pelo período de formação, mas até hoje aguardam a nomeação do governo”, criticou Geilson.

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Redação
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