Deputado baiano quer punição para responsáveis pela morte de integrantes do MST no Paraná

Valmir Assunção.

Valmir Assunção.

Há pouco mais de uma semana de completar 20 anos de impunidade do caso que ficou conhecido como ‘Massacre de Eldorado dos Carajás’, mais dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) são brutalmente assassinados no país. A informação é do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que cobrou punição aos responsáveis pelo crime acontecido durante uma emboscada por capangas e policiais do Paraná, no município de Quedas do Iguaçu, na última quinta-feira (07/04/2016). De acordo com Valmir, além de dois mortos há também, ao menos, duas dezenas de feridos.

“O caso aconteceu na zona rural, no acampamento Dom Tomás Balduíno. É com muita tristeza e indignação que vemos o ‘latifúndio’ promover mais uma chacina contra o povo lutador do MST. Quero de pronto me solidarizar com as vítimas e dizer que estarei firmemente empenhado para que todos os responsáveis sejam punidos”, salienta. Assunção confirma que o ato foi praticado por capangas, junto com a polícia local e lembra que a violência no campo também fez vítima na Bahia, como o integrante Fábio Santos, morto em Iguaí, em 2013 e até hoje ninguém foi punido.

“Diante do que vivemos nas últimas semanas, agora está mais do que claro que setores da sociedade tentam incriminar os movimentos sociais para justamente fundamentar a violência no campo. Não vamos admitir. E pensar que são esses que querem hoje dar um golpe na democracia para terem ainda mais poder. Imagina o que não serão capazes de fazer”, completa Valmir. O MST também pede a imediata investigação, prisão dos policias e seguranças, e punição de todos os responsáveis – executores e mandantes- pelo crime cometido contra os trabalhadores rurais.

Em nota, o movimento diz que “o acampamento Dom Tomás Balduíno, no Paraná, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 2 mil famílias e está localizado no imóvel rural Rio das Cobras, que foi grilado pela empresa Araupel”. Ainda segundo o MST, “a Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são públicas e pertence à União, portanto, devem ser destinadas para a reforma agrária”.

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