Com sete deputados, PHS tem apenas líder contrário ao impeachment

Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República - Dep. Givaldo Carimbão (PHS/AL).

Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República – Dep. Givaldo Carimbão (PHS/AL).

Ao representar uma bancada de sete deputados federais, o líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL), justificou na manhã de no sábado (16/04/2016) seu voto contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o impedimento dela seria uma injustiça, uma vez que não estão sendo aplicadas as mesmas regras usadas em governos anteriores. O deputado disse ter sido sondado pelo vice-presidente Michel Temer, que tentou reverter, sem sucesso, o seu voto. Os demais deputados da legenda se posicionaram a favor do impeachment. O PHS foi o 17° partido a fazer discurso na sessão que discute o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

“Muitas vezes decisões foram tomadas e o que se viu foi injustiça. Voto contra o impeachment porque a pior coisa do mundo é a injustiça. Na democracia não se prevalece a vontade do rei ou dos poderosos”, disse ele. “Não serei injusto e não vou me aliar à injustiça. Não dormiria em paz com a minha consciência se, para chegar ao poder, eu tivesse de praticar injustiça contra alguém”, acrescentou.

Entre os que são favoráveis ao impeachment, o deputado Jorge Silva (ES) disse que o governo enfrenta outros problemas ainda mais graves do que o impeachment, e que Dilma Rousseff “perdeu a governabilidade”. Carlos Andrade (PHS-RR) lamentou a alta da inflação e do desemprego, com cerca de 10 milhões novos desempregados. “Temos a obrigação de agir”, disse ele.

Para o líder do PHS, as pedaladas fiscais não justificam uma mudança tão extrema na política do país. “Vou explicar o que é pedaladas. O governo não tinha dinheriro para pagar o Plano Safra. Recorreu aos bancos para que pagassem. E depois liquidaria a conta, como sempre aconteceu. O Tribunal de Contas da União jamais questionou essa prática, não só nos governos anteriores como também em todos os governos do Brasil. Ninguém pode ser penalizado por uma ordem que não existia. Agora que a economia vai mal, esses atrasos viraram crime. Essa peça é estritamente política.”

O líder do PHS disse ter sido convidado recentemente pelo vice-presidente Michel Temer para uma reunião. “Ao final de mais de uma hora de reunião, mostrei que não mudaria meu voto por uma questão de consciência”.

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