Uso de alta tecnologia garante qualidade da água fornecida aos baianos, afirma Embasa

Vista aérea da estação de captação de água da Embasa no Lago de Pedra do Cavalo.

Vista aérea da estação de captação de água da Embasa no Lago de Pedra do Cavalo.

Após ser captada e passar por diferentes etapas de filtragem e tratamento, a água distribuída pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) é submetida a um conjunto de testes laboratoriais por amostragem. Assim que chegam à unidade da Bolandeira, localidade que pertence ao bairro da Boca do Rio, em Salvador, as amostras coletadas em diversos pontos da capital e do interior são cadastradas e analisadas para verificar se a água está em condições de consumo. Os testes incluem desde a avaliação da cor, turbidez e Ph, até análise bacteriológica, de toxinas e metais.

O gerente do Departamento do Controle de Qualidade da empresa, Fabrício Tourinho, afirmou que as atividades estão em consonância com o que prevê a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde. “Temos uma sistemática de coleta diária. Alguns dos parâmetros são analisados a cada duas horas nas estações de tratamento de água. Outros [parâmetros] são analisados semanalmente, mensalmente ou semestralmente, para que tenhamos informação sobre a qualidade e verificar se a água que a Embasa [vem] oferecendo à população está dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação”.

Três milhões de análises por ano

Caso o consumidor desconfie que a água está fora dos padrões determinados, a Embasa deve ser acionada por meio presencial, pelo telefone 0800 055 195 ou  internet, no site www.embasa.ba.gov.br, e uma equipe será encaminhada ao local para coletar a água que será analisada, explicou Tourinho. “A Embasa se responsabiliza pela entrega até o ponto do hidrômetro. A partir dali, cada casa, cada edifício tem a responsabilidade com a limpeza do reservatório. Realizamos em média três milhões de análises por ano”, informou o gerente.

Equipamentos como o ICP, que checa a presença de metais na água, e um cromatógrafo líquido, capaz de identificar concentrações extremamente baixas de agrotóxicos e subprodutos utilizados no processo de tratamento, fazem parte dos recentes investimentos tecnológicos da Embasa. Os dois equipamentos custaram cerca de R$ 1,6 milhão. Sobre o cromatógrafo, o analista de saneamento químico da empresa, Luciano Maia, disse que “o equipamento permite realizar análises que, antes, não eram [feitas] nos laboratórios”.

Como identificar vazamentos

Além de cumprir as recomendações que garantem a qualidade da água, a empresa orienta aos usuários quanto ao consumo consciente. A assessora da Superintendência Comercial da Embasa, Mariana Cabral, sugere aos consumidores que façam leitura periódica do que é registrado no hidrômetro. “[Caso ocorra aumento no valor da conta de água, sem] mudança no hábito de consumo, pode ser um possível vazamento”.

Para verificar vazamento no vaso sanitário, por exemplo, a Embasa recomenda colocar um pouco de talco sobre a água e não dar descarga. Se for observado que há movimentação do talco, é possível a existência de vazamento. Outro teste é deixar o registro de água do imóvel aberto, fechar todas as torneiras e saídas de água, e em seguida fazer a leitura do hidrômetro. Se depois de uma hora ocorrer alteração no número do medidor, mesmo com as torneiras fechadas, também é sinal de possível vazamento.

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