The Economist: saída de Dilma Rousseff daria a chance de um ‘novo começo’; mídia conservadora é qualifica como o quinto elemento do Golpe de Estado

Dilma Rousseff, governante popular é vítima da tentativa de Golpe de Estado a partir da união das forças conservadores reacionárias e fascistas.

Dilma Rousseff, governante popular é vítima da tentativa de Golpe de Estado a partir da união das forças conservadores reacionárias e fascistas.

Artigo publicado pela revista britânica The Economist diz que a saída da presidenta Dilma Rousseff do poder daria ao Brasil a chance de um “novo começo”. Para a revista,  “a maneira mais rápida e melhor para Dilma deixar o Planalto seria renunciar antes de ser derrubada”.

O artigo, disponível no site, estará na edição impressa, que chega às bancas neste final de semana. De acordo com The Economist, no entanto, a renúncia não resolveria os problemas do Brasil. Para que isso ocorresse seriam necessárias amplas reformas, entre elas a tributária e a política.”A guerra política do Brasil camufla algumas das lições mais importantes da crise. Tanto o escândalo Petrobras quanto a crise econômica têm suas origens nas leis e práticas atrasadas. Para tirar o Brasil de sua bagunça é necessária uma ampla mudança: controlar os gastos públicos, inclusive os previdenciários, reformar as leis fiscais e trabalhistas e reformar o sistema político atual que enconraja a corrupção e enfraquece os partidos políticos”, diz trecho da publicação.

“Impeachment injustificado”

A revista defende ainda que o impeachment de Dilma, diante da ausência de provas criminais, seria injustificado. “O processo contra ela no Congresso se baseia em alegações não comprovadas de que teria usado truques de contabilidade para esconder a verdadeira dimensão do deficit orçamentário em 2015. Isso parece um pretexto para expulsar um presidente impopular”.

A publicação diz que um impeachment baseado na “voz das ruas”, abre um precendente preocupante. “Democracias representativas não deveriam ser governadas por protestos e pesquisas de opinião”.

Na semana passada, The Economist considerou violação de privacidade a divulgação da conversa telefônica entre a presidenta Dilma e Lula.

O 5ª Elemento do Golpe de Estado

A posição da mídia conservadora internacional, de emitir conceitos sobre como deve ser conduzida a soberania nacional, evidencia mais um elemento na escalda golpista em curso no país. Os conservadores reacionários do Poder Judiciário, da política nacional, dos setores econômicos e midiáticos identificados com o Golpe Civil/Militar de 1964, somam-se a mais um elemento do pensamento conservador reacionário, a mídia internacional estrangeira identificada como defensora do pensamento liberal ultraconservador. A mídia estrangeira, aliada ao crescente fascismo na sociedade brasileira forma o 5ª elemento para consecução do Golpe de Estado.

*Com informação da Agência Brasil.

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