Sindae diz que três empresas disputam término do contrato da Embasa com a Prefeitura de Feira de Santana

Vista aérea de unidade de tratamento de esgoto localizada no município de Feira de Santana, serviços de água e esgoto são operados pela Embasa.

Vista aérea de unidade de tratamento de esgoto localizada no município de Feira de Santana, serviços de água e esgoto são operados pela Embasa.

Vista aérea de unidade de tratamento de esgoto localizada no município de Feira de Santana, serviços de água e esgoto são operados pela Embasa.

Vista aérea de unidade de tratamento de esgoto localizada no município de Feira de Santana.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (SINDAE) afirmou que uma nova onda privatizante ameaça o controle do saneamento (água e esgotamento sanitário) na Bahia e isso será motivo de protesto no XVI Grito da Água que será realizado nesta terça-feira (22/03/2016), a partir das 15 horas, numa caminhada do Campo Grande até a Praça Castro Alves, em Salvador.

A entidade revela que várias empresas privadas estão com interesse na operação da concessão pública. O Sindae afirma que o governo estadual tem incentivado o uso de parcerias público-privadas (PPP’s) para essas operações. Na avaliação da entidade é uma forma de privatizar as operações.

Salvador

O sindicato diz que a Prefeitura de Salvador tem cobrado uma fortuna para renovar com a Embasa o contrato de prestação do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário. “Dificulta a renovação porque sabe que empresas privadas têm interesse no negócio, algumas delas envolvidas nos recentes escândalos de corrupção no Brasil.”.

Feira de Santana

O Sinade informa que em Feira de Santana existe outra ofensiva, com três empresas interessadas no controle da água: GS Inima, Odebrecht Ambiental e GSS – Gestão de Serviços de Saneamento. A Embasa está fornecendo dados operacionais e econômicos a elas, cumprindo o que determina a legislação estadual.

Críticas

Para o Sindae, privatizar a água é uma forma perversa de tratamento de um governante para com a sociedade. Significa repassar algo público para uma empresa privada, transformando a água numa simples mercadoria para uso e abuso de empresários, que lucram fortunas com esse “negócio”.

O Sindicato alerta que na outra ponta fica o prejuízo da população. Para garantir lucro, a empresa privada aumenta tarifas e impede o acesso dos mais pobres ao serviço, deixa de lado a qualidade do produto (tratamento adequado gera despesa) e não investe como deveria para garantir o serviço à toda população. Por conta disso, várias cidades do mundo retomaram de empresas privadas os serviços de água e esgotamento sanitário, entre elas Paris. A entidade defende que, por ser essencial à vida, saneamento deve ter gestão pública e de qualidade.

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Redação
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