Senadores petistas consideram “perseguição” pedido de prisão de Lula

Para o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), o pedido foi “uma provocação” às vésperas das manifestações do dia 13.

Para o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), o pedido foi “uma provocação” às vésperas das manifestações do dia 13.

Senadores governistas receberam com indignação na quinta-feira (10/03/2016) à noite a notícia sobre o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

“O significado é o retrato de uma provocação que já vem de há algum tempo. Este mesmo promotor já anunciava antecipadamente esse processo de perseguição política da nossa liderança maior”, afirmou senador Paulo Rocha.

Paulo Rocha reiterou que o PT não está convocando a militância para o enfrentamento aos manifestantes contrários ao governo. O líder afirmou que o partido não “cairá em provocações”.

“Estamos assegurando que nossa militância, se for para a rua, vai para assegurar a democracia por meio da paz e daquilo que a gente sempre soube fazer: grandes manifestações em defesa da democracia. Nossa orientação para a militância é que dia 13 é a manifestação deles. A nossa é dia 18 e dia 31”, acrescentou Rocha.

De acordo com Paulo Rocha, “há um setor do Ministério Público” que direciona investigações e promove “perseguição política” contra o Partido dos Trabalhadores.

Pressa

A opinião é compartilhada pelo senador Donizeti Nogueira (PT-TO), que discursou nesta quinta-feira sobre o assunto no plenário do Senado. “Se acontecer algum incidente domingo, é responsabilidade do Ministério Público de São Paulo. Nós vamos trabalhar para responsabilizá-lo”, adiantou.

A senadora petista Regina Souza (PI) também reclamou da “pressa” do Ministério Público em incriminar o ex-presidente. Segundo ela, trata-se de “perseguição”. “Há uma pressa em tirar o Lula de cena. Nunca vi tanto medo de uma pessoa ir para a eleição em 2018.”

Conforme a senadora, as lideranças do PT vinham se empenhando em evitar confrontos no domingo, mas agora “será difícil segurar” a militância. “Fico preocupada porque é às vésperas de uma manifestação. Parece que é para incitar mais as ruas e isso pode ser perigoso”, concluiu Regina Souza.

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