Secretaria Municipal de Educação de Salvador falta com a palavra e não atende educadores em greve, afirma vereador

Secretaria Municipal de Educação de Salvador falta com a palavra e não atende educadores em greve, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL).

Secretaria Municipal de Educação de Salvador falta com a palavra e não atende educadores em greve, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL).

As educadoras e educadores da rede municipal de Salvador, em greve, estão em assembleia geral nesta segunda-feira (07/03/2016), no Estádio de Pituaçu, para avaliar o movimento e a audiência ocorrida no Ministério Público, assim como avaliar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal, o vereador Hilton Coelho (PSOL) afirma que o secretário da Educação, Guilherme Cortizo Bellintani, “mais uma vez faltou com o compromisso assumido. Ele comprometeu-se a apresentar um relatório informando o número de professores e de vagas necessárias à universalização da reserva até o sábado, dia 5, e não enviou nada. Como acreditar em uma gestão que falta com a palavra?”, questiona.

O legislador lembra que o movimento visa a defesa da educação municipal. “É um direito da população um ensino de qualidade, com garantia do acompanhamento e apoio efetivos ao trabalho de todas as escolas da rede. Ter rede de escolas com padrão de qualidade de infraestrutura, acessibilidade, mobiliário, merenda e quadro de pessoal adequado a uma aprendizagem qualificada e a garantia da permanência qualificada e o desenvolvimento integral dos alunos da rede de ensino. Isso é tão óbvio que o site oficial da Smed promete que fará, porém, não é isso que verificamos no dia a dia”.

Hilton Coelho destaca que “a categoria defende a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e aguarda a reabertura da chamada pública com campanha publicitária num período de 15 dias durante o mês de março; a matrícula deve ser garantida e continuar aberta nas unidades que já ofertam a modalidade; que sejam mantidos os mesmos critérios já estabelecidos em portaria quanto ao número de alunos por turma; que seja assegurado o funcionamento da Comissão da EJA. Em caso de formação de turmas, o professor, eventualmente removido, terá preferência para o retorno à unidade de origem. Até agora, da Smed, só silêncio e declarações sem base na realidade”.

Para o vereador, o descompromisso da Smed com a educação de qualidade e atendimento das reivindicações da categoria é total. “Guilherme Bellintani, repetimos, ficou de apresentar um relatório informando o número de professores e de vagas necessárias à universalização da reserva até o sábado (05) e comprometeu-se a universalizar a reserva em toda a rede num prazo de 10 dias após a firmação do TAC. Ora, como acreditar na palavra de quem se destaca por atacar a categoria e não cumprir o que assina? Estamos acompanhando como membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal a luta das educadoras e educadores e desde já manifestamos nossa total e irrestrita solidariedade e apoio a quaisquer que sejam as decisões desta assembleia agora (segunda-feira (07). A educação é um direito humano fundamental e a gestão de ACM Neto não pode e não deve continuar a atacando”, finaliza Hilton Coelho.

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