Professores da rede estadual fazem manifestação em frente ao NRE em Feira de Santana

Professores da rede estadual fazem manifestação em frente ao NRE (antiga direc) em Feira de Santana.

Professores da rede estadual fazem manifestação em frente ao NRE (antiga direc) em Feira de Santana.

Tatiana Queiroz é Professora no Colégio Estadual de Jaguara e percorre 36 km de estrada de chão até o trabalho. Ela está entre os 500 professores que tiveram o benefício do Difícil Acesso cortado no Estado. Na manhã desta quinta, (10/03/2016), a diretoria da APLB Sindicato – Feira e a categoria da rede estadual realizaram uma manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação – NRE 19 (antiga Direc) na avenida Presidente Dutra em Feira de Santana.

De acordo com a educadora que leciona para estudantes do Ensino Médio, desde janeiro seu benefício foi suspenso e até o momento não houve ressarcimento dos valores. Para ela, atuação da APLB Feira tem sido crucial para a devolução dos valores confiscados.

“Não recebi os 30% em janeiro nem fevereiro e meu nome não saiu em folha adicional até hoje. O movimento ganha força com o apoio do Sindicato e também reflexo na sociedade. Acho que infelizmente precisamos fazer barulho e mostrar que estamos prejudicados com a perda do difícil acesso até mesmo porque trabalhamos em condições péssimas. Mas, o apoio da APLB é o que vai fazer nosso movimento dar certo para que venhamos obter nossos resultados e ter o difícil acesso reposto”, destacou Tatiana Queiroz.

O Professor no Colégio Estadual Paulo VI, Paulo de Tarso também teve o benefício cortado. Porém, diferente de Tatiana, os valores foram devolvidos neste mês de março em folha de pagamento especial.

“Meu benefício e o de vários Professores da unidade também já foi devolvido. Assim que tivemos os valores confiscados, acionamos a APLB que prontamente nos atendeu e correu atrás junto com a gente e estamos tendo uma resposta positiva do retorno desse benefício”, acrescentou Paulo de Tarso.

A dirigente sindical da APLB em Feira de Santana, Professora Marlede Oliveira, esclareceu que o Governo, desde quando o Sindicato – por intermédio do Presidente Rui Oliveira em Salvador em reuniões com a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (SAEB) – iniciou as mobilizações para o ressarcimento do benefício no Estado, começou a devolver os vencimentos descontados nas folhas de pagamento dos 500 Professores, mas que enquanto houver educadores sem receber os valores de volta, haverá manifestação e mobilização sindical. Hoje apenas 17 Professores em Feira de Santana ainda não foram ressarcidos do benefício de 30% do Difícil Acesso.

“A APLB tem força e fomos para a luta! Em 2012 fizemos uma greve no Estado de 115 dias onde conseguimos garantir o benefício do difícil acesso. Nada na lei mudou… segunda [07] foram devolvidos vencimentos de alguns Professores e hoje [10], de outra parcela de servidores. Mas ainda tem pessoas que não tiveram os valores ressarcidos. Se ficar um Professor sem receber, a luta e a pressão continuam”, afirmou Marlede Oliveira.

Entenda o caso

Segundo movimento sindical, desde janeiro de 2016, do total de 6.000 professores da rede estadual na Bahia, 500 tiveram o benefício de 30% referente ao Difícil Acesso cortado. Diante disso, a APLB Sindicato tem se manifestado em prol da garantia da lei estadual nº 8.261 que no artigo 75 garante o benefício de 30% adicional ao salário para Professores e Coordenadores Pedagógicos que atuam localidades de difícil acesso.

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