Presidente da Coopetrafs usa tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana e pede ajuda aos vereadores

Presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Feira de Santana (Coopetrafs), José Vicente Silva.

Presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Feira de Santana (Coopetrafs), José Vicente Silva.

Durante dez minutos, o presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Feira de Santana (Coopetrafs), José Vicente Silva.  usou a tribuna livre da Casa da Cidadania, na manhã desta terça-feira (22/03/2016), para pedir aos vereadores que intervenham junto ao poder público municipal, a fim de que consigam uma resposta positiva em relação à renovação do contrato da Cooperativa com a Prefeitura. Segundo ele, são mais de 150 pais de família sem trabalho por conta do término da relação contratual.

José Vicente relatou a trajetória dos trabalhadores do transporte alternativo desde o primeiro mandato do prefeito José Ronaldo de Carvalho até os dias de hoje.

“Quando Tarcízio assumiu a Prefeitura começaram a surgir alguns problemas, inclusive um calote que recebemos de R$ 1.800.000,00, onde fomos para a Justiça e recebemos cerca de R$ 120 mil. Com isso, ficamos sem condições de trabalhar, com esse valor tão achatado. Quando Ronaldo voltou, nós sofremos outro calote, este de R$ 1.380.000,00. Fomos até ele e expusemos nossa insatisfação, mas ele nos garantiu que não seríamos mais prejudicados. Nós acreditamos e confiamos em sua palavra, pois até então nunca tinha faltado conosco”, revelou.

De acordo com o presidente da Coopetrafs, após o fim do contrato a Prefeitura disponibilizou para a categoria uma nova linha. “Fomos chamados ao Ministério Público onde recebemos a notícia de que não poderíamos mais rodar. E como vamos sobreviver? Ao procurar a Secretaria de Transporte e Trânsito foi nos ofertado uma linha onde não há condições de trabalho, porque não há passageiros, apenas cancelas. Teríamos que rodar em fazendas”, queixou-se.

José Vicente disse que, insatisfeitos, os trabalhadores voltaram a conversar com o poder público e apresentaram duas propostas. “A segunda foi aceita parcialmente e fomos informados que se rodássemos teríamos os nossos veículos apreendidos. Como nossa intenção é entrar em acordo para podermos trabalhar, não estamos rodando. Porém, estamos sem arcar com nossas despesas, a exemplo de cobradores, motoristas e postos de combustível”, disse.

Na oportunidade, ele pediu ajuda dos vereadores para que intervenham junto à Prefeitura em busca de uma solução para o problema. “Queremos que esta Casa intervenha junto ao poder público municipal, porque não queremos problema, queremos que nosso contrato seja renovado na modalidade emergencial ou experimental. Clamamos por isso, pelo amor de Deus resolvam o problema do transporte alternativo, pois somos todos pais de família. Esperamos, o mais rápido possível, que tenhamos uma resposta positiva”, pontuou José Vicente.

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