Mulheres ganham espaço no mercado de trabalho, mas ainda é tímida a participação na política

Mulheres ganham espaço no mercado de trabalho, mas ainda é tímida a participação na política.

Mulheres ganham espaço no mercado de trabalho, mas ainda é tímida a participação na política.

Foi-se o tempo que as mulheres ficavam somente em casa cuidando do lar. Acompanhando os avanços da sociedade, o público feminino deixou de ser apenas o ‘sexo frágil’ e passou a competir por vagas no mercado de trabalho. A afirmação se resume em números: hoje, 38% das mulheres brasileiras são chefes de famílias, de acordo com levantamento realizado pelo IBGE.

Novas oportunidades de emprego e chances para empreender estão fazendo com que muitas mulheres vençam a barreira do preconceito. Ainda de acordo com a pesquisa, as nordestinas lideram o ranking das que mais participam da renda familiar, totalizando 46,8%. O número é ainda maior, quando se analisa os lares rurais, onde a participação feminina supera a masculina, em 51%.

“As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço em diversas áreas, ainda que na política seja tímida a participação do público feminino”, afirma a deputada federal, Moema Gramacho (PT/BA). A parlamentar é, inclusive, um exemplo de que as ‘mulheres não desistem fácil’. Deputada estadual por três mandatos e prefeita de Lauro de Freitas por duas vezes, ela afirma saber o significado de uma ‘sociedade machista, conservadora e que ainda discrimina muito a mulher’. “Somos 52% da população brasileira e mãe dos outros 48%. A mudança de cultura precisa acontecer”, ressalta.

Para mudar essa realidade e estimular a participação das mulheres no cenário político, Moema defende a existência de cota de 30% para mulheres no Legislativo. “Elas vão se estimular mais a participar, mesmo sabendo que as condições não são iguais. A cota deve cumprir o papel de garantir que os partidos políticos invistam mais nas candidaturas femininas, para que as mulheres tenham mais espaço”, afirma.

Geração de Emprego

Apesar de ter ocorrido o crescimento da inserção da mulher no mercado de trabalho, Moema Gramacho reconhece que ainda existe disparidade com relação às oportunidades e no que se refere a faixa salarial. Segundo ela, a situação ainda se torna mais complexa quando essas mulheres são negras e tem mais de 45 anos. Enquanto prefeita de Lauro de Freitas, a atual parlamentar, conseguiu que uma empresa multinacional empregasse cerca de 300 mulheres, negras do bairro de Portão.

Panorama Empresarial

Se na política ainda é preciso lutar em busca de paridade, no meio empresarial já existem mulheres de destaque e que lideram empresas conceituadas no mercado. É o caso da diretora geral da Vitalmed, Priscila Wiederkehr. De acordo com ela, o papel social da mulher tem evoluído e vem sendo respeitado gradativamente, com o passar do tempo. “Há 25 anos eu era uma das poucas mulheres na alta gestão, entre os homens, e isso não era comum. Hoje isso já é muito natural”, comemora.

Priscila ainda vê a inserção da mulher no mercado como uma ação que depende do indivíduo, muito mais do que da sociedade. “Eu acho que homens e mulheres são diferentes em relação à força, então existem áreas que são mais favoráveis para desempenho entre o público masculino do que o feminino. Mas intelectualmente, todos nós temos a mesma capacidade de crescer”, destaca.

 A Vitalmed é pioneira na implantação de serviços de atendimento a emergências e urgências médicas com unidades móveis, é líder em atendimento pré-hospitalar, na Bahia, e já realizou mais 1,5 milhão de atendimentos tendo como missão, salvar vidas.

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