Intolerância política

O Povo vai às ruas FOTO: Apeixoto

O Povo vai às ruas
FOTO: Apeixoto

Devido aos últimos acontecimentos políticos ocorridos, a definição de Política mais correta no Brasil seria a de que política é a arte de ludibriar, extorquir e enriquecer de forma ilícita, haja vista a atual situação em que envolveram o país.

A oposição, mancomunada com interesses de parte da imprensa golpista capitaneada pelas Organizações Globo – PIG – sem comprometimento com a democracia, podendo até causar uma guerra civil, pratica crimes hediondos contra a democracia, desestabilizando não só o poder público como toda a sociedade brasileira.

As Organizações Globo no desespero de querer tirar a presidente do poder para continuar a velha política de privilégios, se esquecem que a atividade de serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens é uma concessão pública que compete ao Poder Executivo conforme estabelecido no Artigo 223 da Constituição Brasileira. Se faz necessário lembrar que a Chefe deste mesmo Poder Executivo é o alvo do boicote, do deboche, do achincalhe e da difamação promovidos pela nefasta Rede Globo.

Esta intolerância, ou irresponsabilidade política pode ter um fim muito trágico onde muitos podem perder suas vidas, porque da maneira que o mau caratismo e o ódio estão sendo arraigados neste país, teremos em breve uma guerra civil. Não haverá revolução – ou golpe – sem derramamento de sangue.

É quase impossível acreditar que toda esta situação surgiu, não só por causa da corrupção no país, porque esta sempre existiu desde que Dom Pedro deu o Grito do Ipiranga mas, principalmente, porque os derrotados nas urnas no pleito de 2014 não aceitam a derrota.

FHC, uma raposa velha, sustentou sua amante e filho no exterior com nosso dinheiro, mas para o juiz Moro, isso não vem ao caso; meia tonelada de cocaína foi encontrada em um helicóptero, mas também não vem ao caso… Entre tantas outras falcatruas praticadas, mas que também não vem ao caso!

Aécio Neves já foi denunciado diversas vezes, é um corrupto, mas ninguém o investiga. A insensatez deste Juiz Moro é de estraçalhar os nervos de qualquer cidadão honesto. Criou uma blindagem em torno de Aécio, FHC e de quem for membro do PSDB, insuportável. Talvez seja por isso que não se investiga os R$156 milhões em dinheiro que o BNDES, no final do governo FHC, injetou para salvar a Net

da Globo – o BNDES teve um prejuízo de R$ 2,5 milhões.

Tal qual Lúcios Sergius Catalina – Revolução de Catalina 62 a. C. – senador da Roma Antiga, célebre por ter tentado derrubar a República Romana, Eduardo Cunha usa de todos os artifícios para se manter na Presidência da Câmara dos Deputados, e ainda correndo risco de vir a ser Presidente da República caso “houvesse” o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Na Roma Antiga Marco Túlio Cícero julga Catalina pelo crime de conspiração contra a República Romana – felizmente em Roma não existia o PSDB nem o juiz Moro.

Para Cícero, esta violência significava a morte da política e a derrocada de qualquer possibilidade de espírito público. No Brasil, Cunha deve ser o protagonista da próxima novela das 21 horas – a “estrela” principal – tendo Aécio e FHC como coadjuvantes no Jornal Nacional para a satisfação do sistema burguês, implantado pela oposição que luta pelo golpe.

Espera-se que nada disto dê certo e que no futuro os “golpes” só sejam conhecidos através dos livros de história. Após tão alto grau de intolerância a “ética” passou a ser apenas um adjetivo perdido entre as páginas de um velho dicionário.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br