Feira de Santana: vereador se solidariza com greve dos professores da rede municipal

Vereador Alberto Matos Nery se solidariza com greve dos professores da rede municipal.

Vereador Alberto Matos Nery se solidariza com greve dos professores da rede municipal.

Em discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, nesta segunda-feira (29/02/2016), o vereador Alberto Nery (PT) se solidarizou com a greve dos professores da rede municipal de Feira de Santana, que já dura 17 dias. O discurso do edil foi acompanhado por um grupo de docentes nas galerias da Câmara.

A categoria reivindica o cumprimento da lei federal que estabelece reserva de 1/3 da carga horária para planejamento, estudos e avaliações; e da lei municipal que dispõe sobre a revisão anual dos vencimentos dos professores, especialistas em educação e secretários escolares da rede municipal de ensino de Feira de Santana e dá outras providências.

“Quero me solidarizar aos professores pela luta, por terem  mantidos a greve da categoria. Nós acompanhamos todos os desdobramentos dessa manifestação e queremos apoiá-la”, disse o petista.

Ele lembrou que o Governo do Município, através da secretária municipal de Educação, propôs cumprir gradativamente a lei que estabelece reserva de 1/3 da carga horária, mas apesar disso os professores mantiveram a greve, porque “o prefeito de Feira de Santana não consegue cumprir nem aquilo que escreve”, afirmou Nery, se referindo ao descumprimento da lei municipal de nº 3.512, de 04 de março de 2015, que dispõe sobre a revisão anual dos vencimentos da categoria.

“O prefeito que não consegue cumprir aquilo que manda para esta Casa, em forma de lei,  imagine se ele irá cumprir aquilo que foi discutido em uma mesa de negociação? Então, vocês fizeram muito bem em manter a greve e em estar aqui nesta manhã exigindo dos nobres vereadores a aprovação daquilo que ficou pactuado”, avalia.

Alberto Nery se colocou à disposição dos docentes e disse que acredita que o Legislativo não irá medir esforços para aprovar o projeto de lei, exigido pelos professores, que concede direitos à categoria. A referida proposição já está em tramitação na Casa da Cidadania.

“Parabenizo a manifestação, porque entendemos que é através da luta, é através da defesa daquilo que nós acreditamos que nós trabalhadores conseguimos avançar e garantir os nossos direitos”, afirmou o petista.

O edil finalizou o discurso informando que  não foi só a greve que impediu o início das aulas na rede municipal. Segundo ele, ainda não houve a distribuição do fardamento  e não tem merenda escolar. Queixou-se também que o “prefeito contrata estagiários de primeiro semestre para atuar em sala de aula como regente. Imagine se esse prefeito tem compromisso com os alunos, com o povo de Feira de Santana?”, indagou.

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