Ex-presidente Lula: “o que aconteceu foi uma ofensa ao estado de direito e à democracia”

Luiz Inácio Lula da Silva: "Hoje foi uma ofensa pessoal, ao meu partido, à democracia, ao Estado de Direito"

Luiz Inácio Lula da Silva: “Hoje foi uma ofensa pessoal, ao meu partido, à democracia, ao Estado de Direito”

Emocionado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou por mais de uma hora em sua segunda fala pública sobre os acontecimentos desta sexta-feira (04/03/2016). Lula foi à quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, onde mais de três mil pessoas se reuniram em solidariedade ao ex-presidente.

“Hoje foi uma ofensa pessoal, ao meu partido, à democracia, ao Estado de Direito”, disse.

O ex-presidente falou sobre as conquistas do Brasil em seu governo e sobre a tentativa de uma parte da elite reescrever a história. “Negros, índios, empregadas domésticas, a juventude da periferia, todos começaram a ser mais respeitados em nosso governo. E esse legado, que estou contando para vocês, a mídia quer apagar. Quer que vocês esqueçam. Agora dizem que a crise acontece porque investimos nos mais pobres”. “Querem transformar a importância política do meu governo em uma relação com umas empresas da Lava Jato”, alertou.

Alguém vai ter que me dar o apartamento

Lula falou também sobre as perguntas que foram feitas em sua condução coercitiva, que em nada diferiam das perguntas já feitas em outros dois esclarecimentos que Lula fez à Justiça quando foi convocado de forma regular.

“Eu não sou dono do sítio, não tenho apartamento. Eu uso a chácara do Bittar, filho do meu amigo Jacó Bittar, que eu conheço há 35 anos. Eu vou na chácara dos meus amigos porque meus inimigos não me convidam. Se a Globo me convidar pra ir lá no triplex deles em Paraty eu posso ir. Só sei que quando terminar isso, alguém vai ter que me dar um apartamento, uma chácara”, afirmou.

Pelo Brasil

Lula disse ainda que a violência que ele sofreu hoje o anima para falar cada vez mais e viajar o Brasil. “Se vocês queriam alguém para animar a militância, acharam esse alguém. Estou à disposição dos partidos e dos movimentos, estou avisando aqui. Basta me convidar”.

“Se alguém pensa que vai me calar com perseguição e denuncia, não sabe que eu sobrevivi à fome. Tenho consciência do que eu posso fazer por esse povo e tenho consciência do que eles querem de mim”, disse.

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Redação
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