Ex-presidente Jorge Sampaio: “Não se concebe desenvolvimento sustentável sem educação”

Ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio.

Ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio.

Declaração foi dada à Rádio ONU pelo ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio; para ele, plataforma é “instrumento de paz”; Sampaio participou de um evento na ONU sobre ensino superior em situações de emergência.

“Não se concebe desenvolvimento sustentável sem educação”. A declaração foi dada à Rádio ONU nesta sexta-feira pelo ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio.

Ele participou de um evento na sede da organização, em Nova York,  sobre ensino superior em situações de emergência. Em 2013, Sampaio lançou a Plataforma Global para Estudantes Sírios e, na entrevista , ele falou sobre a iniciativa.

Recuperação de um País

“A educação é um elemento fundamental para a construção das sociedades e aquilo que pode ser a recuperação de um país. E a educação nas emergências, como é o caso da Síria, não tem, ou não tinha, a consagração que deveria ter. Portanto, começou-se como uma experiência piloto, nomeadamente no que diz respeito ao ensino superior. A experiência da plataforma foi trazer estudantes sírios para Portugal e mais oito ou nove países com bolsas de estudo.”

A iniciativa atualmente apoia 150 estudantes, 110 deles em Portugal, matriculados na graduação, mestrado ou doutorado. Para Jorge Sampaio, a educação é essencial para evitar conflitos.

Instrumento de Paz

“É um instrumento de paz, afinal. Porque nós não podemos ter paz sem ter comunidades que tenham cultura e educação e para isso é preciso ter escolas e universidades, politécnicos, etc, que dêem a preparação não apenas técnica, mas dos valores humanos fundamentais, da construção da paz, como se reconstroi uma democracia, etc. Portanto, essas iniciativas são cruciais como elementos que auxiliam um processo de paz, seja ele qual for.”

O ex-presidente portuguêm mencionou a Conferência Humanitária Mudial, em maio, em Istambul, na Turquia, e a cúpula sobre refugiados e migrantes na sede da ONU, em Nova York, em setembro.

Consagração

Sampaio defendeu que é “preciso haver um mecanismo capaz de dar uma resposta rápida às situações de emergência no que diz respeito ao ensino universitário”.

Para Sampaio, é preciso “consagrar a educação como um direito fundamental”.

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