Deputado Jorge Solla cobra fim de seletividade na instalação da CPI do Carf

Deputado federal Jorge Solla (PT).

Deputado federal Jorge Solla (PT).

O deputado federal Jorge Solla (PT) confrontou o ponto de vista de parlamentares do Democratas que defenderam, nesta terça-feira (08/03/2016), cautela nas convocações da CPI do Carf de membros das empresas envolvidas no escândalo de pagamento de propina no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que teriam resultado na sonegação fiscal de R$19 bilhões.

“Eu não vi cuidado na CPI da Petrobrás ao destruir a reputação de todas as empresas acusadas, muitas vezes sem provas. Não vi nenhum prurido de destruir nomes de parlamentares e dirigentes partidários quando essas pessoas tinham alguma relação com o PT. Me pergunto porque agora a preocupação em limitar as bruxas. Ninguém aqui tem autoridade para dizer quais empresas podem ser investigadas ou não”, disse Solla.

O petista, que presidiu a subcomissão da Lava-Jato – dedicada a estudar medidas para amenizar o impacto das investigações na Petrobrás no nível de emprego e sobrevida das empresas – lamentou que a cautela agora apregoada pelo DEM não tenha existido quando apurava a corrupção nas empreiteiras.

“O que muda da CPI da Petrobrás para a do Carf? É porque agora são bancos, e bancos não podem ser acusados? Porque agora é a RBS, filial da Rede Globo, não pode ter a reputação abalada? É necessário que a gente tenha uma forma única de conduzir os trabalhos na Câmara”, concluiu.

Minutos antes, o deputado José Carlos Aleluia (DEM) havia defendido que não se deveria “sair simplesmente nominando pessoas, empresas e instituições que pelo simples fato de ter o nome envolvido (no esquema de corrupção), pois passam a ter problemas de imagem local e internacional. Temos que ter muita prudência, porque estamos vivendo no momento de caça às bruxas”, disse.

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